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terça-feira, 30 de junho de 2026

Em comum a genialidade prosaica ou poética exercida sem o formalismo da gramática.


 Recentemente, um médico viralizou no Threads ao dizer que só escreve bem quem conhece a nomenclatura ensinada pelos gramáticos em análise sintática. Também afirmou que, se você, por exemplo, não sabe a diferença entre oração coordenada e subordinada, não sabe pontuar adequadamente; e, "se não sabe fazê-lo, não escreve bem", reduzindo o advérbio "bem" ao sentido de "corretamente". Nessa ocasião, muita gente se lembrou do tanto de autores brasileiros que se notabilizaram pela expressividade, engenhosidade e graciosidade sem se primar por raciocínio sintático, excelência gramatical ou rigor formal. Vejamos a seguir três casos que, embora distintos entre si, têm em comum a genialidade prosaica ou poética exercida sem o formalismo da gramática.

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