SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

MUSICAL IMPEACHIMENT TRUMP CANTADO POR SANDERS E ZOHRAN!




(Vozes baixas, batidas graves, um violoncelo inquieto. A LUZ se acende sobre um grupo vestido como os Pais Fundadores, mas com roupas rasgadas e sujas de sangue e lama. Eles são a ALMA DA DEMOCRACIA. Ao centro, um orador, com o rosto pintado de preto e branco, como um mártir da Revolução.)

ALMA DA DEMOCRACIA (em uníssono, grave):
Um, dois, três, quatro…
Quantos crimes cabem num só mandato?
Cinco, seis, sete, oito…
O povo acorda, ou dorme no relato?

(A música explode. Entra, em passos arrogantes, a FIGURA DO DITADOR. Não é Trump, mas uma caricatura grotesca de sua sombra: terno dourado, coroa de tweets falsos. Ele canta com voz áspera, autotune distorcido.)

DITADOR (Sombra de Trump):
Yo, eu sou o homem que o sistema não pegou!
Fiz a América Grande™ e o mundo tremeu!
Construí muros, assinei cheques, eu sou o deal!
E se eles perderem, o impeachment vem, tô te dizendo!
Sou o rei do capítulo onze, mestre da falência!
Agora vou à falência moral da nação, é minha ciência!

(O Ditador ri. As ALMAS DA DEMOCRACIA formam um semicírculo, apontando para ele.)

ALMA 1 (Mulher, com uma toga rasgada):
Trinta e sete acusações! Não é inveja, é estatística!
Fraude fiscal, segredos em caixas, essa arte trágica!
Espólio de documentos sagrados, como um pirata à deriva!
A Justiça é lenta, mas a conta chega, na história que se escreva!

ALMA 2 (Homem, com uma bandeira americana em farrapos):
O Capitólio não é um reality show!
Foi um ataque à casa do Povo!
Insurreição ao vivo e a cores, incitando a turba!
O Artigo II, Seção 4, grita: “É alta traição que turva!”

(O Ditador faz gestos obscenos.)

DITADOR:
Fake News! Witch Hunt! Eles querem minha pele!
Foi um passeio turístico, uma festa legítima e fiel!

ALMA 3 (Com traços indígenas):
Tu apoias a invasão, a violação da terra alheia!
Palestina sob escombros, Venezuela sob peleja!
A ONU? Uma piada. A lei internacional? Um detalhe.
O Artigo I, poder do Congresso para a guerra, tu rasgas e não vale!

ALMA 4 (Com um martelo de juiz):
Tarifas ilegais? Um presente de jato dos sheiks?
O caso Epstein, voos e ilhas, que mistérios sinistros?
Negócios do filho, conflitos de interesse, um enriquece ilícito!
A Emoluments Clause, tu cuspiste no seu preceito!

(A música fica caótica, com samples de discursos de Trump: “I could stand in the middle of Fifth Avenue and shoot somebody…”, “Grab ’em by the pussy…”)

ALMA DA DEMOCRACIA (em coro):
Ele ataca Califórnia! (Fogo!)
Nova York! (Peste!)
Chicago! (Caos!)
Estados que o rejeitam, ele corta o auxílio, solta a fera!
Declarações sobre a Groenlândia – quer comprar uma terra inteira?
México paga o muro! Colômbia, Brasil, são “bananas” na sua era!

ALMA 5 (Imigrante, com as mãos algemadas):
Separação de famílias! Gaiolas! Um “shithole” de nações!
Tu violas o devido processo, a dignidade, as nossas razões!
A Estátua da Liberdade chora, e seu facho se apaga!
Enquanto tu cospes no sonho do cansado, do pobre, da saga!

(A figura de MUSK, espectral, aparece em uma projeção.)

PROJEÇÃO DE MUSK (em sample digital):
“Ele é um risco! Um cara que não deveria ter poder!”
Até o barão da tech, que flerta com o caos, quis se mover!
Quando o deus do foguete teme o seu reator…
É o sinal de que o ego virou um ditador!

DITADOR (agora defensivo, raivoso):
São todos ingratos! Inimigos! Losers! A mídia é lixo!
Eu sou o seu punho! Eu sou o seu vingador!
A lei é para fracos! A Constituição? Um obstáculo, um atraso!
(“So much winning” até não poder mais… de um país em pedaços!)

(As ALMAS avançam. A música para subitamente. Fica só o som de um coração batendo – o coração da República.)

ALMA 1 (sussurrando, mas ecoando):
Teu império foi de vidro, de dívidas e bluff.
O “The Art of the Deal” era a arte de enganar.
Teu pai te ensinou: “Seja killer”, sem escrúpulos, truque.
Transformaste a Casa Branca em um casino em chamas.
Mas a casa sempre cai para quem joga com as regras da trapaça.

ALMA DA DEMOCRACIA (crescendo, como uma maré):
Nós somos o Preâmbulo. Nós, o “We the People”.
Nós somos as emendas. O freio. O contrapeso.
Nós somos os Federalist Papers, que tu nunca leu.
Somos a voz que não se cala pelo Twitter que tu apagas.
Somos os votos que tu questionas. Somos a paz que tu ameaças.

ALMA 2:
Não é sobre esquerda ou direita! É sobre tirania ou Lei!
É sobre um homem que pensa que o Estado é sua LLC!
Que troca a liberdade por aplausos de uma seita enfurecida!
Que vende o futuro por uma horda, uma mentira, uma vida!

(A música retorna, triunfal e revolucionária, como em “Yorktown”).

TODOS:
Então ergue-se o manifesto! Não de um herói, mas da Nação!
Contra o déspota de plantão, essa perversa distorção!
O impeachment não é vingança! É a cura! A purgação!
É o povo relembrando: AQUI, TODO PODER TEM LIMITAÇÃO!

(O Ditador tenta falar, mas seu microfone corta. Ele é envolto por documentos judiciais, fitas de áudio de “Access Hollywood”, bandeiras amarelas de alerta. As ALMAS viram as costas.)

ALMA 3 (para a plateia, direto):
A história tem os olhos em você. O que vai contar?
De um povo que dormiu, ou que soube se levantar?
O roteiro não está escrito. O musical está em seu final.
E o prêmio não é um Tony. É o futuro, ideal, fundamental.

(Batida final, seca. Escuridão. O som do papel da Constituição sendo aberto.)






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