SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

PARABÉNS, JOÃO VICTOR GUERRA 29 ANOS !

 


Que este dia, teus 29 anos, seja um marco não apenas no calendário, mas um ponto de mutação em tua jornada, assim como foi para tantos que te inspiram. Aos 29 anos, cada um deles já tecia os fios da teia que viria a mudar o mundo.

Assim como Karl Marx, aos 29, mergulhava nos fundamentos da crítica econômica que questionaria as estruturas da sociedade, que tu questiones as estruturas que adoeceram nossa humanidade e nossa Terra. Como Carl Gustav Jung explorava os mistérios do inconsciente coletivo nessa idade, que tu mergulhes nas profundezas da empatia radical, encontrando nas dores do mundo as chaves para a cura coletiva.

Lembra de Paulo Freire, que aos 29 já germinava a pedagogia da libertação: que tua vida seja um ato contínuo de aprendizagem e ensino, onde o diálogo amoroso seja a ferramenta para desfazer as hierarquias do sofrimento. E de Renato Russo, que nessa idade dava voz à angústia e ao anseio de uma geração com "Faroeste Caboclo", que tua arte – seja ela qual for – nunca perca a coragem de falar verdades duras com beleza transformadora.

Que tenhas a coragem de Mano Brown para narrar as realidades da periferia global, a sabedoria para, como Jesus aos 29, preparar-se para o deserto e o ministério da compaixão que desafia impérios, e a resiliência de Davi, o pastor-poeta, que enfrentou gigantes com fé e uma funda, sabendo que a verdadeira força nasce da vulnerabilidade assumida.

Inspira-te em Gregory Bateson e sua ecologia da mente: percebe que a separação entre homem e natureza, entre pensamento e emoção, é uma ilusão perigosa. E em Lynn Margulis, que ousou ver cooperação onde outros viam apenas competição, lembra-te de que a simbiose é a lei suprema da vida. Esta é a base da economia ecológica que deves abraçar: uma economia que não extrai, mas circula; que não explora, regenera; que vê na Terra não um recurso, mas uma comunidade da qual somos parte integrante e responsável.




Dedica, pois, os teus próximos ciclos à Grande Cura.

Esta será uma jornada épica, uma Katábasis como as de RF Kuang – uma descida necessária aos infernos do nosso tempo, ao cerne da crise climática e da desumanização, para dela emergir com o antídoto. Enfrentarás a Torre de Babel da comunicação quebrada e da arrogância tecnológica, mas construirás, tijolo por tijolo, uma nova linguagem de reconexão.

Será uma saga com a força profética de "A Queda do Céu" de Davi Kopenawa, onde defender a floresta é defender a consciência. Terá a estratégia política de Jogos Vorazes, a magia comunitária de Harry Potter, a mistura mística e ancestral de Duna e a busca de sentido da Cabala – não para fugir do mundo, mas para decifrar seus códigos ocultos e reencantá-lo.

Tua vida se tornará uma grande obra de arte integrada. A crítica social cortante dos Racionais MC's se fundirá à melancolia esperançosa do Legião Urbana. A compaixão revolucionária de Jesus dançará com a psique profunda de Jung. A visão simbiótica de Margulis se encontrará com os padrões que conectam de Bateson. Tudo isso se misturará em ti, João Victor, criando um campo de força único: o do Curador-Integrador.

Nos ambientes que pisares – sejam salas de reunião, comunidades vulneráveis, laboratórios ou círculos de arte – levarás essa capacidade rara: ver o todo na parte, a ferida no sintoma, a possibilidade no colapso. Serás um pontífice (construtor de pontes) entre saberes separados, entre espiritualidade e ciência, entre a rua e a academia, entre o grito e a prece.

Que a cada ano, teu poder se refine: o poder de ouvir como a terra pede água, o poder de tecer redes como os micélios, o poder de cantar novas realidades em existência, o poder de curar com a simples presença de quem não tem mais medo de olhar de frente a dor do mundo.

Feliz 29 anos, João Victor Guerra! Que tua jornada, complexa e desafiante como as maiores histórias já contadas, seja aquela que, no final, nos levará a todos a um novo capítulo. O capítulo da cura.



Que assim seja, e que já comece hoje.
Com amor e admiração,
Egidio Guerra.



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