SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quinta-feira, 19 de março de 2026

FILM THE RED BUTTON do Cineasta Egidio Guerra

 



Um Filme de Guerra em Tempo Real 

Direção: A energia cinética encontra a arquitetura temporal.  
Duração: 2h50 (narrativa fragmentada em 7 capítulos + epílogo) 
Classificação: 18 anos 
Logline: Enquanto um ataque conjunto EUA-Israel mata o líder supremo do Irã e desencadeia a Terceira Guerra Mundial, o mundo assiste ao vivo pela tela do celular — onde cada espectador pode apertar um botão virtual para "apostar" no próximo alvo, enquanto robôs ocupam as ruas dos vencidos. 

 

PERSONAGENS PRINCIPAIS 

Personagem 

Descrição 

Inspiração 

Yakov Rostov 

Oligarca russo, 62 anos. Controla empresas de segurança privada (Grupo Wagner 2.0) e negocia armas com Israel e Irã simultaneamente. Cínico, charmoso, letal. 

O mafioso de Snatch encontra o realismo sujo de Teerã 

Tamar Cohen 

Agente do Mossad, 34 anos. Infiltrada em Teerã há 3 anos. Descobre que seu próprio governo usou a inteligência israelense para vender sistemas de defesa para ambos os lados. 

Protagonista de Teerã  

Imam Hossein 

Aiatolá interino, 58 anos. Assume o Irã após a morte de Khamenei . Descobre que os mísseis que mataram seu líder tinham chips de fabricação israelense vendidos por um intermediário russo. 

Figura trágica shakespeariana 

Elon Fox 

CEO da "Palantir-Nova", empresa de IA que transforma a guerra em plataforma de assinatura. Criador do "Red Button" — um aplicativo global de apostas sobre alvos militares. 

O Vale do Silício encontra o Grande Irmão  

Klaus Vogler 

Neonazista alemão, 26 anos. Lutou na Ucrânia em uma unidade francesa de extrema-direita. Agora mercenário no Irã. Acha que luta pela "civilização ocidental". 

A banalidade do mal 

General Zhang Wei 

Adido militar chinês em Dubai. Observa tudo. Não faz nada. Ordem de Pequim: "Proteja os negócios. O povo chinês não morre por petróleo dos outros." 

A omissão como política de Estado  

Donald Trump 

Ele mesmo. Em crise: documentos de Epstein vazam, ICE provoca guerra civil, Congresso articula impeachment. Responde atacando o Irã para desviar atenção. 

O rei louco 

 

ESTRUTURA DO FILME (NÃO-LINEAR) 

O filme abre com uma sequência de 10 minutos que condensa 72 horas de caos — depois retrocede para explicar COMO chegamos ali. Título em tela preta: 

"BASEADO EM FATOS. O RESTO ACONTECERÁ EM BREVE." 

 

CAPÍTULO 1: O PROJETOR (A TESE) 

IMAGEM: Um globo terrestre gira. Mas não é um globo — é uma tela de celular. 8 bilhões de pontos de luz. 

Voz Over (Elon Fox, CEO da Palantir-Nova): 

"Sabe qual é o problema da democracia? Ela exige que as pessoas pensem. E pensar cansa. Mas apertar um botão? Isso é fácil. Isso é divertido. Bem-vindo à maior loteria da história." 

CENA 1.1: DUBAI, 27 DE FEVEREIRO DE 2026 — 23h47 

Um iate no Golfo Pérsico. Sheikh Abdullah recebe Yakov Rostov (oligarca russo) e Elon Fox. Garrafas de Cristal, três modelos ucranianas, um leopardo de estimação. 

Na TV da sala: cobertura da CNN sobre o acúmulo de tropas no Golfo. 

Sheikh Abdullah (servindo uísque em taça de cristal): 

"Meus avós pastoreavam cabras aqui. Hoje eu vendo petróleo para a China, compro armas de Israel e financio a campanha de Trump. Alá é grande, mas o dólar é maior." 

Yakov (acendendo charuto): 

"O problema, Alteza, é que o dólar está ficando caro. Meus amigos em Moscou preferem ouro. Ou, melhor ainda, terras. Terra não foge." 

Elon Fox (mexendo no iPad, mostrando gráficos): 

"Terras, petróleo, o que importa é o fluxo de dados. Meus sensores mostram que o Irã vai revidar em 48 horas. O mercado de opções de guerra já está precificando 14 dólares o barril." 

A câmera FOCA no iPad: um aplicativo chamado "RED BUTTON". Interface de jogo: alvos militares com probabilidades. "Ataque aéreo em Teerã: 73%". "Morte de líder supremo: 12%". "Guerra mundial: 2.4%". 

Elon Fox: 

"Meus usuários adoram. Eles apostam 5 dólares, acertam o alvo, ganham 10. É como Fantasy Football, mas com mísseis reais. A receita é maior que a Netflix." 

 

CAPÍTULO 2: A FAÍSCA (O ATAQUE) 

CENA 2.1: WASHINGTON, 28 DE FEVEREIRO — 01h20 (horário local) 

Sala Oval. Trump ao telefone com Netanyahu. Na mesa: prints de documentos vazados — lista de voos de Epstein com selo "CONFIDENCIAL".  

Trump: 

"Bibi, eu preciso de uma vitória. Esses filhos da puta do Congresso estão com faca nos dentes. Meu índice caiu 12 pontos. O que você tem para mim?" 

Netanyahu (voz ao fundo): 

"Temos inteligência de que Khamenei estará em reunião amanhã às 08h30, horário de Teerã. Se agirmos rápido..." 

Trump (interrompendo): 

"Faça. Mas quero ver as câmeras. Transmissão ao vivo. O povo americano precisa ver que eu ainda mando aqui." 

CENA 2.2: TEERÃ, 28 DE FEVEREIRO — 06h20 GMT  

TAMAR COHEN (agente do Mossad) está em um apartamento seguro em Teerã. Ela monitora as comunicações. Ouve o código: "O jardineiro chegou". 

Explosões ao fundo. Janelas estilhaçam. Tamar olha pela fresta da cortina: fumaça negra sobe da região norte — onde fica o escritório do Líder Supremo. 

Tamar (no rádio criptografado, para Tel Aviv): 

"Confirmo contato. Múltiplas explosões. Alvo primário... parece confirmado." 

Silêncio do outro lado. 

Tamar: 

"Alô? Tel Aviv? Vocês sabiam disso?" 

A ligação cai. 

FLASHBACK RÁPIDO (3 segundos): 3 meses antes. Tamar no escritório do Mossad em Tel Aviv. Um superior entrega um dossiê: "OPERAÇÃO JARDINEIRO. Acesso: NÍVEL ALFA. Você não vai gostar do que está lendo." 

CORTE PARA O PRESENTE. 

TÍTULO NA TELA: "BAIXAS CONFIRMADAS: Khamenei, 4 familiares, Ministro da Defesa, 201 civis em escola atacada 'por engano'"  

 

CAPÍTULO 3: A MÁQUINA (GEOPOLÍTICA EM TEMPO REAL) 

CENA 3.1: MOSCOU, 28 DE FEVEREIRO — 10h15 

Kremlin. Yakov Rostov está na sala de espera de Putin. No celular, ele monitora três coisas: a bolsa de Moscou (em queda livre), o preço do dólar (disparando) e as cotações do "Red Button" (apostas em retaliação iraniana subindo). 

Assessor de Putin (entrando): 

"Yakov Ivanovich, o presidente o recebe." 

Na sala: Putin em uma ponta da mesa. Na outra, o Ministro da Defesa (que anuncia más notícias). 

Ministro: 

"Vladimir Vladimirovich, os satélites mostram movimento no Golfo. Iranianos vão atacar bases americanas. Se isso acontecer, os americanos podem responder no nosso entorno. Na Síria. No Mar Negro." 

Putin (para Yakov): 

"E você, meu amigo? O que seus contatos em Tel Aviv dizem?" 

Yakov: 

"Dizem, Vladimir Vladimirovich, que a inteligência que matou Khamenei veio de um drone israelense... que sobrevoou o espaço aéreo russo no Cáucaso. Com nossa autorização tácita. Um favor para Netanyahu." 

Putin (silêncio longo): 

"Eu não autorizei isso." 

Yakov: 

"Não. Mas o General Krylov autorizou. Ele tem contas em Chipre. Empresas de fachada. Todas conectadas a uma empresa israelense de cibersegurança. A mesma que vende sistemas de defesa para a Ucrânia. É um bom negócio, senhor presidente." 

CENA 3.2: PEQUIM, 28 DE FEVEREIRO — 15h30 

Ministério das Relações Exteriores. Wang Yi em coletiva de imprensa.  

Jornalista: 

"Ministro, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Há mortos. O que a China fará?" 

Wang Yi (lendo nota): 

"A China está profundamente preocupada. Apelamos a todas as partes: cessar-fogo imediato. Soberania e integridade territorial devem ser respeitadas. A China continuará sendo uma força construtiva pela paz." 

Jornalista: 

"Mas o senhor condena o ataque?" 

Wang Yi: 

"A China não interfere em assuntos internos de outros países. Acreditamos no diálogo." 

CORTA PARA: 

Embaixada chinesa em Dubai. General Zhang Wei recebe um telefonema. 

Voz (em mandarim): 

"General, os tanques iranianos estão se movendo para a fronteira com o Iraque. Os americanos vão revidar. O que fazemos com nossos navios no Golfo?" 

General Zhang: 

"Recuem para águas internacionais. Coloquem a bandeira bem visível. E avisem a tripulação: nenhum tiro. Se um míssil cair perto, a culpa é dos americanos." 

Voz: 

"E o petróleo? A Arábia Saudita já fechou acordo com os EUA para aumentar produção." 

General Zhang: 

"O petróleo vai esperar. Povo chinês não morre por xeques bêbados." 

 

CAPÍTULO 4: OS CÃES DE GUERRA (Mercenários e ideólogos) 

CENA 4.1: DONETSK, 28 DE FEVEREIRO — 18h20 

Trincheira ucraniana. KLAUS VOGLER (neonazista alemão) limpa um fuzil. Ao lado, um francês com tatuagem de suástica celta no pescoço.  

Radiodifusão: 

"Atenção voluntários estrangeiros: novo contrato disponível. Irã. Pagamento em euros. Transporte imediato via Turquia." 

Klaus (para o francês): 

"Irã? Não era para lutarmos contra russos?" 

francês: 

"Russo, iraniano, tanto faz. Eles pagam 5 mil por mês. E dizem que tem mulher à vontade depois da vitória." 

Klaus (rindo): 

"Você acredita nessa merda?" 

francês: 

"Acredito no dinheiro. O resto é ideologia para trouxa." 

CENA 4.2: AEROPORTO DE ANTÁLIA, TURQUIA — 29 DE FEVEREIRO — 03h00 

Grupo de 40 mercenários europeus (franceses, alemães, um britânico) embarca em voo fretado. Klaus observa pela janela. O avião levanta voo. 

INSERÇÃO DE TELA: O aplicativo "Red Button" mostra nova opção de aposta: "Baixas de mercenários europeus no Oriente Médio — SIM / NÃO". 3 milhões de apostas em 10 minutos. 

 

CAPÍTULO 5: O OLHO DO FURACÃO (A RETALIAÇÃO) 

CENA 5.1: TEERÃ, 1° DE MARÇO — 00h30  

TAMAR está escondida em um porão. A cidade treme com novos bombardeios. Ela ouve no rádio: 

"Repetimos: o Líder Supremo Khamenei foi martírizado. O Conselho de Segurança Nacional anuncia: formação de conselho interino. Liderança de Ali Larijani. Retaliação: fase um iniciada." 

TAMAR (para si mesma): 

"Eles vão jogar mísseis. Vão acertar um navio. E depois? Depois é o inferno." 

Ela liga o celular. Sinal fraco. Abre o aplicativo do Mossad. Mensagem: "SAIA AGORA. PONTO DE EXTRAÇÃO: ANTIGA EMBAIXADA BRITÂNICA. 72 HORAS." 

CENA 5.2: GOLFO PÉRSICO, 1° DE MARÇO — 14h50  

O porta-aviões USS Abraham Lincoln no horizonte. Sala de comando. Radar apita. 

Oficial: 

"Contato! Múltiplos mísseis! Origem: costa iraniana. Velocidade: alta. Estimativa: 4 minutos para impacto." 

Comandante: 

"Contramedidas! Todos os sistemas! Abatam esses..." 

EXPLOSÃO. 

A câmera BALANÇA. Homens caem. Fumaça. Alarme. 

Comandante (tossindo): 

"Relatório de danos!" 

Voz ao fundo: 

"Acerto no convés de pouso! Três mísseis balísticos! Fogo nos tanques! Perdemos..." 

TÍTULO NA TELA: "IRÃ ATACA PORTA-AVIÕES AMERICANO. 3 SOLDADOS EUA MORTOS. PENTÁGONO CONFIRMA."  

CENA 5.3: GOLFO PÉRSICO (MESMO DIA) — 17h00  

O iate do Sheikh Abdullah balança suavemente. Ele está no convés, bebendo champanhe, observando ao longe a fumaça do porta-aviões. 

Sheikh Abdullah (ao telefone com Yakov): 

"Meu amigo, o espetáculo está lindo! Os preços do petróleo subiram 40 dólares hoje. Você viu?" 

Yakov: 

"Vi. Mas meus navios no Mar Negro estão parados. Ucranianos atacaram com drones navais. Comprei os drones de Israel. Os mesmos que os iranianos usaram no Golfo. O mundo é engraçado, não?" 

Sheikh Abdullah: 

"Engraçado? É lucrativo. Meus sobrinhos estão abrindo uma empresa de segurança privada. Precisamos de armas. Você tem?" 

Yakov: 

"Tenho. Mísseis russos, fabricação 2025. Preço especial para família real." 

 

CAPÍTULO 6: A CASA DE APOSTAS (O GRANDE IRMÃO) 

CENA 6.1: SÃO FRANCISCO, 2 DE MARÇO — 09h00 

Sede da Palantir-Nova. ELON FOX apresenta resultados para o conselho. 

Elon Fox: 

"Senhoras e senhores, 72 horas de operação do Red Button. Números: 45 milhões de usuários ativos. 230 milhões de apostas. Receita bruta: 1.2 bilhão de dólares. Margem: 94%." 

Acionista: 

"Isso não é... imoral? As pessoas estão apostando em mortes." 

Elon Fox: 

"Não, estão apostando em probabilidades. É a diferença entre um cassino e a bolsa de valores. Nós só fornecemos a plataforma. A moralidade é dos usuários." 

Acionista 2: 

"E a regulação?" 

Elon Fox: 

"Que regulação? O Congresso está em guerra civil. Trump vai ser impeachment semana que vem.  A Europa está em recessão. China não liga. Quem vai regular? A ONU? A ONU não tem exército." 

Ele aperta um botão. A tela mostra mapas de calor: 

"Vejam: nossos algoritmos identificaram padrões. Sabemos onde os mísseis vão cair 20 minutos antes da CNN. Vendemos essa informação para seguradoras, fundos de hedge e exércitos. É o melhor negócio do mundo." 

CENA 6.2: QUALQUER LUGAR DO MUNDO — MONTAGEM RÁPIDA 

  • Um adolescente em São Paulo, no celular: "Aposta em baixas civis em Bagdá: R$ 10" 

  • Um aposentado em Tóquio: "Míssil atinge Tel Aviv: 500 ienes" 

  • Uma dona de casa em Nairóbi: "Próximo alvo: refinaria? SIM / NÃO" 

  • Um executivo em Londres: opções de compra de petróleo vinculadas ao app 

VOZ OVER (Elon Fox): 

"Chame de guerra, chame de entretenimento, chame de livre mercado. No final, é tudo a mesma coisa: informação. E informação quer ser livre. E livre quer ser monetizada." 

 

CAPÍTULO 7: O ERRO (A TERCEIRA GUERRA) 

CENA 7.1: MOSCOU, 3 DE MARÇO — 23h00 

Centro de comando russo. Oficiais monitoram fronteira com Ucrânia. De repente, alerta. 

Oficial: 

"Contato aéreo não identificado! Direção: oeste! Velocidade: supersônica!" 

Superior: 

"Americano?" 

Oficial: 

"Impossível identificar. Mas padrão de voo... similar a mísseis Tomahawk." 

Superior (pausa): 

"Disparar protocolo de resposta. Mísseis táticos para fronteira. Avisem o presidente." 

CENA 7.2: KREMLIN, MESMA HORA 

Putin acordado por assessor. 

Assessor: 

"Vladimir , radar detectou ataque. Não sabemos origem. Pode ser americano. Pode ser ucraniano com míssil americano. O que fazemos?" 

Putin: 

"Os americanos atacaram o Irã. Agora nos atacam? Por quê?" 

Assessor: 

"Não sabemos. Mas o protocolo exige resposta imediata." 

Putin: 

"Autorizo. Mas limitado: bases americanas na Síria. Nada na Europa. Ainda." 

CENA 7.3: BASE AMERICANA NA SÍRIA, 4 DE MARÇO — 01h10 

Explosões. Mísseis russos atingem depósitos de munição. Soldados correm. 

Comandante americano (no rádio): 

"Estamos sob ataque! Origem: Rússia! Peço autorização para retaliação!" 

Pentágono: 

"Aguardem. Verificando..." 

INTERCALA: 

Tel Aviv: Tamar ouve no rádio: "Rússia ataca bases americanas na Síria. OTAN convoca reunião de emergência." 

Pequim: General Zhang Wei: "Instruções de Pequim: mantenham posição. Não interfiram." 

Dubai: Sheikh Abdullah abre nova garrafa: "Meu Deus, o petróleo vai a 200 dólares!" 

São Francisco: Elon Fox: "Senhores, o Red Button acaba de atingir 1 bilhão de usuários. A humanidade inteira está assistindo." 

CENA 7.4: BERLIM, 4 DE MARÇO — 08h00 

Reunião de emergência da OTAN. Chanceler alemão: 

"Senhores, a Rússia atacou solo americano. O Artigo 5 foi invocado. Estamos em estado de guerra com a Federação Russa. Que Deus nos ajude." 

TÍTULO NA TELA: "TERCEIRA GUERRA MUNDIAL. 30 DE MARÇO DE 2026." 

 

EPÍLOGO: O MUNDO DEPOIS (ROBÔS E CINZAS) 

CENA E.1: TEERÃ, 2028 — DOIS ANOS DEPOIS 

TAMAR (ainda viva) caminha por ruas destruídas. Não há gente nas ruas. Apenas robôs: modelos autônomos patrulhando, recolhendo escombros, monitorando sobreviventes.  

VOZ OVER (Tamar): 

"Eles ganharam a guerra, mas perderam o país. Não sobrou gente para reconstruir. Então trouxeram as máquinas. Agora as máquinas cuidam de tudo. E a gente? A gente vive nos subsolos. Como ratos." 

Ela entra num abrigo subterrâneo. Centenas de pessoas amontoadas. Uma TV velha mostra o aplicativo "Red Button" — agora transformado em plataforma de "reconstrução": "APOSTE QUAL CIDADE SERÁ RECONSTRUÍDA PRIMEIRO". 

CENA E.2: SÃO FRANCISCO, 2028 

ELON FOX recebe prêmio de "Empreendedor do Ano". Discurso: 

"Quando começamos, diziam que éramos imorais. Hoje, somos o maior empregador do mundo pós-guerra. Nossos robôs reconstroem cidades. Nossos algoritmos alocam recursos. Nossas plataformas conectam sobreviventes. Não somos o problema. Somos a solução." 

CENA E.3: QUALQUER LUGAR, 2028 

Um campo de refugiados. Uma criança brinca no chão de terra. Ela desenha com um graveto: um círculo. Dentro, um ponto vermelho. 

Mãe: 

"O que é isso, filho?" 

Criança: 

"O botão. O botão vermelho. Quando eu crescer, vou apertar." 

A câmera SOBE. O campo se estende até o horizonte. Ao fundo, silhuetas de robôs patrulhando. 

TÍTULO FINAL: 

"Em 2026, a Terceira Guerra Mundial matou 340 milhões de pessoas. 
Em 2028, o PIB global era 40% menor. 
Em 2030, a população de robôs superou a de humanos em zonas de conflito. 
O botão vermelho ainda está lá. No seu celular. Apenas aguardando." 

TELA PRETA. 

ÚLTIMO SOM: O clique de um botão sendo apertado. 

 

PÓS-CRÉDITOS 

WASHINGTON, 2026 (ARQUIVO) 

Sessão secreta do Congresso. Trump depõe sobre impeachment.  

Senador: 

"Senhor presidente, o senhor ordenou o ataque ao Irã sabendo que os documentos de Epstein seriam divulgados no dia seguinte?" 

Trump: 

"Olha, deixa eu te falar. Eu não sabia de nada. Ninguém sabia. O Epstein era amigo de todo mundo. Do Clinton, do... olha, vocês querem me tirar porque eu ganhei. Ganhei duas vezes. Mas eles não aceitam. E agora o mundo pegou fogo. E a culpa é minha? A culpa é de vocês, que não me deixam governar." 

Senador: 

"Senhor, 200 mil americanos morreram na primeira semana da guerra." 

Trump: 

"É uma pena. Uma pena. Mas olha pelo lado bom: o dólar subiu. Quem tem dólar, como eu, saiu ganhando." 

O senador abaixa a cabeça. 

TELA PRETA. 

FIM. 

 

NOTA DO DIRETOR 

"The Red Button" não é um filme sobre o futuro. É um filme sobre o presente filmado como se fosse futuro. Cada frame é baseado em notícias reais de 2026, projeções de especialistas e a certeza de que a humanidade sempre preferiu apertar botões a pensar. 

A estética: ritmo acelerado de Guy Ritchie nos diálogos (cortes secos, humor negro, vilões carismáticos), estrutura temporal de Nolan (fragmentação, revelações graduais) e o realismo documental de Teerã nas cenas de espionagem. A câmera nunca julga. Apenas observa. Como o botão vermelho. 

— O Cineasta Egidio Guerra 

 





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