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sábado, 20 de junho de 2026

Fundação Itaú e Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP) fazem parceria pela matemática na educação básica.

 


Fundação Itaú e Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP) fazem parceria pela matemática na educação básica.


Um novo centro vai unir pesquisa aplicada e formação de professores da rede pública.

Assinamos ontem, com o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, o convênio que cria o Centro de Desenvolvimento para Educação Básica em Matemática.

Relmente to bem feliz em estabelecer esta parceria. A matemática é um dos grandes focos da Fundação Itaú, por uma convicção antiga: quem aprende a contar, medir e raciocinar lê melhor o mundo e decide melhor a própria vida.

Os números explicam a urgência.

📉 5,2% dos estudantes do 3º ano do ensino médio na rede pública alcançam aprendizagem adequada em matemática (Saeb 2023, Inep).

📊 73% dos jovens brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência no Pisa 2022 (OCDE).

👪 91% das famílias defendem priorizar o ensino de matemática (pesquisa Opinião das Famílias, Todos Pela Educação e Fundação Itaú).

Esta parceria carrega vários mobilizadores e signos.

O primeiro é a presença ao lado de nossas universidades. Elas são o centro da produção de conhecimento no país, e produzem porque articulam, de forma indissociável, ensino, pesquisa e extensão. Guardam o que a humanidade acumulou e, sobre essa base, produzem o conhecimento novo que devolvem à sociedade.

O segundo é o protagonismo da universidade na transformação do ensino básico, um protagonismo que precisa crescer. O IME-USP abriga a maior licenciatura em matemática da USP e, como lembrou seu diretor, Roberto M. Cesar Jr., seus estudantes chegam todo ano a 15 mil crianças e adolescentes em sala de aula. Esse novo centro nasce, ainda, com vocação para dialogar com outros centros de pesquisa em ensino de matemática, no Brasil e no mundo, conectando o que se produz aqui às melhores referências internacionais.

O terceiro é a própria matemática, linguagem da cidadania e da equidade. Sem ela, dados, crédito, tecnologia e direitos seguem fora do alcance de quem mais precisa.

No centro de tudo está o professor. A parceria foca sua formação, a produção de material pedagógico e o desenho de novos percursos metodológicos para a política pública: sequências didáticas ancoradas em hipóteses de aprendizagem, validadas em sala por pesquisa baseada em evidências e ajustadas pelo diagnóstico de erros recorrentes. Não basta distribuir material. É preciso entender como a criança aprende frações e aritmética, e desenhar a partir daí.

Agradeço ao Roberto e a toda a equipe do IME e a liderança decisiva de Patricia Mota Guedes, à frente do Itaú Social, com Sonia Dias, Cláudia Nascimento e Cláudia Sintoni, que sustentam este trabalho com competência e cuidado. Também agradeço aos professores Rita Guimarães, Leonardo Barichello, Marcelo Firer, Daniela Mariz Silva Vieira e Alexandre Lymberopoulos.

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