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terça-feira, 23 de junho de 2026

Por que países mais ricos compram iPhones quando Androids de $200 fazem exatamente a mesma coisa? ↓


  Por que países mais ricos compram iPhones quando Androids de $200 fazem exatamente a mesma coisa? ↓


A América Latina, com sua grande população e muito conectada à internet, é prioridade, especialmente para linhas telefônicas Android de baixo custo. No seu primeiro ano de lançamento, o Moto G da Motorola (então propriedade do Google) foi o aparelho mais vendido no Brasil e no México.

Avançando para o ano passado, os dez telefones mais vendidos da América Latina eram todos compatíveis com Android, e quatro dos dez eram da Samsung; além disso, 80% dos mais vendidos eram telefones 4G de baixo orçamento que custavam menos de $200. O Galaxy A06 foi o modelo mais vendido do ano no geral.

Então, o que explica os casos fora da comun? O PIB per capita leva cerca de metade da distância, explicando cerca de metade da variação na adoção do iOS entre países. Mas o caso mais interessante quebra completamente o modelo.

A República Dominicana tem uma participação de quase 50% no iOS. Isso é comparável à Alemanha e ao Reino Unido, mas com um PIB per capita de $10.876. A explicação fácil são as remessas da diáspora nos EUA. Mas essa teoria rapidamente desmorona. México, Guatemala e Honduras recebem enormes fluxos de remessas dos EUA e ainda estão bem abaixo dos 30% do iOS.

E o preço também não explica isso. Uma pesquisa do Deutsche Bank sobre os preços do iPhone 16 Pro em 41 países encontrou quase nenhuma correlação entre custo e adoção. A Dinamarca paga $1.398 e tem 61% de iOS. A Índia paga $1.401 e tem 5%. Existem diferenças gritantes entre esses dois países que ajudariam a explicar melhor a adoção, como a prevalência da pobreza e da cultura.

💌 A história continua...

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