Por uma questão ética, educacional e democrática, nas eleições não votamos em Bolsonaro nem em Júnior Mano!
Não se trata de esquerda ou direita.
Não se trata de vermelho ou azul.
Trata-se do que há de mais fundamental:
Ética. Educação. Democracia.
I. ÉTICA – O SANGUE QUE MANCHA AS MÃOS
Ética não é palavra vazia.
Ética é saber que um senador não pode pedir dinheiro a um banqueiro enrolado para financiar um filme sobre o próprio pai.
Ética é saber que o governo do Rio — do PL, o partido deles — enterrou R$ 3,7 bilhões no Banco Master enquanto a cúpula já sabia das irregularidades.
Ética é saber que Flávio Bolsonaro procurou Daniel Vorcaro dois meses depois que o Tribunal de Contas já havia alertado o governador sobre as suspeitas.
E quando os áudios vazaram, o que ele fez?
Tentou jogar a culpa no PT.
Porque para essa gente, a verdade é um estorvo.
A verdade é um incômodo.
Ética é saber que um deputado não pode desviar oitocentos milhões de reais de verbas públicas.
Ética é saber que Júnior Mano, do PSB, é apontado pela Polícia Federal como líder de uma "rede estruturada de corrupção".
Ética é saber que a cidade governada por sua esposa foi a que mais recebeu emendas do próprio deputado: quatro milhões e quatrocentos mil reais.
Ética é saber que o esquema cobrava "pedágio" de doze por cento a quinze por cento sobre cada emenda desviada.
Isso não é política.
Isso é crime organizado.
II. EDUCAÇÃO – A BARBÁRIE QUE SE ENSINA
Educação humanística não é aprender a ler e escrever.
É aprender a ser humano.
E o que esses senhores ensinam?
Ensinam que torturador é "herói nacional".
Ensinam que a ditadura militar é algo a ser celebrado.
Ensinam que o golpe de 1964 foi um "sangrento" evento a ser exaltado.
Ensinam que a violência é solução.
Ensinam que o preconceito é opinião.
Ensinam que o pobre só serve para votar — "com o título de eleitor na mão e o diploma de burro no bolso".
Isso não é política.
Isso é apologia à barbárie.
Uma educação que forma cidadãos para o ódio não é educação.
É doutrinação para a morte.
É adestramento para a guerra.
E eles falam em invadir o Brasil.
Falam em fechar o Congresso.
Falam em ditadura como se fosse solução.
Porque para eles, a democracia é apenas um obstáculo.
Um incômodo.
Algo a ser destruído.
III. DEMOCRACIA – O TERRITÓRIO SAQUEADO
Democracia não é apenas votar.
Democracia é saber que seu voto não será comprado.
Democracia é saber que o dinheiro público não será desviado para financiar campanhas ilegais.
Mas o que vimos?
Vimos a Polícia Federal cumprir mandados no gabinete de Júnior Mano.
Vimos a investigação apontar organização criminosa com fins eleitorais.
Vimos compra de votos e financiamento clandestino de campanhas.
Vimos Flávio Bolsonaro, herdeiro político da "corja de militares torturadores", tentar se eleger presidente com o dinheiro de um banco falido.
Isso não é política.
Isso é sequestro da democracia.
IV. A FAINA QUE NÃO SE PODE NORMALIZAR
Não é sobre ser de direita.
Não é sobre ser de esquerda.
É sobre ser ou não ser bandido.
O PSB não pode lançar Júnior Mano ao Senado porque ele é bolsonarista?
Não.
O PSB não pode lançar Júnior Mano ao Senado porque ele é investigado pela Polícia Federal por chefiar uma organização criminosa que desviou R$ 800 milhões.
Flávio Bolsonaro não é um político de direita.
É um investigado que pediu dinheiro a um banqueiro em meio a um escândalo bilionário.
Não se trata de ideologia.
Trata-se de integridade.
Trata-se de honestidade.
Trata-se de respeito ao dinheiro público.
Trata-se de respeito à vida.
V. POR ISSO, NÃO VOTAMOS
Não votamos em quem faz apologia à tortura.
Não votamos em quem ataca a democracia.
Não votamos em quem abandona os pobres.
Não votamos em quem desvia verbas públicas.
Não votamos em quem compra votos.
Não votamos em quem trata a política como negócio e o povo como gado.
Por uma questão ética — porque não podemos normalizar o crime.
Por uma questão educacional — porque não podemos ensinar às próximas gerações que a barbárie é aceitável.
Por uma questão democrática — porque a democracia não sobrevive quando os saqueadores ocupam o poder.
VI. O GRITO
Que fique claro:
Não é sobre partido.
É sobre caráter.
Não é sobre política.
É sobre crime.
Não é sobre direita ou esquerda.
É sobre certo ou errado.
E nessa eleição, o certo é claro:
Nem Bolsonaro. Nem Júnior Mano.
Porque votar neles não é um ato político.
É um atestado de cumplicidade.
Que a memória não se apague.
Que a justiça não se curve.
Que o povo não se cale.
Por uma questão ética, educacional e democrática:
NÃO VOTAMOS.
NUNCA MAIS.
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