SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Por uma questão ética, educacional e democrática, nas eleições não votamos em Bolsonaro nem em Júnior Mano!





Por uma questão ética, educacional e democrática, nas eleições não votamos em Bolsonaro nem em Júnior Mano!


Não se trata de esquerda ou direita. 
Não se trata de vermelho ou azul. 
Trata-se do que há de mais fundamental: 
Ética. Educação. Democracia.


I. ÉTICA – O SANGUE QUE MANCHA AS MÃOS

Ética não é palavra vazia. 
Ética é saber que um senador não pode pedir dinheiro a um banqueiro enrolado para financiar um filme sobre o próprio pai. 
Ética é saber que o governo do Rio — do PL, o partido deles — enterrou R$ 3,7 bilhões no Banco Master enquanto a cúpula já sabia das irregularidades. 
Ética é saber que Flávio Bolsonaro procurou Daniel Vorcaro dois meses depois que o Tribunal de Contas já havia alertado o governador sobre as suspeitas.

E quando os áudios vazaram, o que ele fez? 
Tentou jogar a culpa no PT. 
Porque para essa gente, a verdade é um estorvo. 
A verdade é um incômodo.

Ética é saber que um deputado não pode desviar oitocentos milhões de reais de verbas públicas. 
Ética é saber que Júnior Mano, do PSB, é apontado pela Polícia Federal como líder de uma "rede estruturada de corrupção". 
Ética é saber que a cidade governada por sua esposa foi a que mais recebeu emendas do próprio deputado: quatro milhões e quatrocentos mil reais. 
Ética é saber que o esquema cobrava "pedágio" de doze por cento a quinze por cento sobre cada emenda desviada.

Isso não é política. 
Isso é crime organizado.


II. EDUCAÇÃO – A BARBÁRIE QUE SE ENSINA

Educação humanística não é aprender a ler e escrever. 
É aprender a ser humano.

E o que esses senhores ensinam? 
Ensinam que torturador é "herói nacional". 
Ensinam que a ditadura militar é algo a ser celebrado. 
Ensinam que o golpe de 1964 foi um "sangrento" evento a ser exaltado.

Ensinam que a violência é solução. 
Ensinam que o preconceito é opinião. 
Ensinam que o pobre só serve para votar — "com o título de eleitor na mão e o diploma de burro no bolso".

Isso não é política. 
Isso é apologia à barbárie.

Uma educação que forma cidadãos para o ódio não é educação. 
É doutrinação para a morte. 
É adestramento para a guerra.

E eles falam em invadir o Brasil. 
Falam em fechar o Congresso. 
Falam em ditadura como se fosse solução.

Porque para eles, a democracia é apenas um obstáculo. 
Um incômodo. 
Algo a ser destruído.


III. DEMOCRACIA – O TERRITÓRIO SAQUEADO

Democracia não é apenas votar. 
Democracia é saber que seu voto não será comprado. 
Democracia é saber que o dinheiro público não será desviado para financiar campanhas ilegais.

Mas o que vimos? 
Vimos a Polícia Federal cumprir mandados no gabinete de Júnior Mano. 
Vimos a investigação apontar organização criminosa com fins eleitorais. 
Vimos compra de votos e financiamento clandestino de campanhas.

Vimos Flávio Bolsonaro, herdeiro político da "corja de militares torturadores", tentar se eleger presidente com o dinheiro de um banco falido.

Isso não é política. 
Isso é sequestro da democracia. 

 

IV. A FAINA QUE NÃO SE PODE NORMALIZAR 

Não é sobre ser de direita. 
Não é sobre ser de esquerda. 

É sobre ser ou não ser bandido. 

O PSB não pode lançar Júnior Mano ao Senado porque ele é bolsonarista? 
Não. 
O PSB não pode lançar Júnior Mano ao Senado porque ele é investigado pela Polícia Federal por chefiar uma organização criminosa que desviou R$ 800 milhões. 

Flávio Bolsonaro não é um político de direita. 
É um investigado que pediu dinheiro a um banqueiro em meio a um escândalo bilionário. 

Não se trata de ideologia. 
Trata-se de integridade. 
Trata-se de honestidade. 
Trata-se de respeito ao dinheiro público. 
Trata-se de respeito à vida.

 

V. POR ISSO, NÃO VOTAMOS 

Não votamos em quem faz apologia à tortura. 
Não votamos em quem ataca a democracia. 
Não votamos em quem abandona os pobres. 
Não votamos em quem desvia verbas públicas. 
Não votamos em quem compra votos. 
Não votamos em quem trata a política como negócio e o povo como gado. 

Por uma questão ética — porque não podemos normalizar o crime. 
Por uma questão educacional — porque não podemos ensinar às próximas gerações que a barbárie é aceitável. 
Por uma questão democrática — porque a democracia não sobrevive quando os saqueadores ocupam o poder. 

 

VI. O GRITO 

Que fique claro: 
Não é sobre partido. 
É sobre caráter. 

Não é sobre política. 
É sobre crime. 

Não é sobre direita ou esquerda. 
É sobre certo ou errado. 

E nessa eleição, o certo é claro: 
Nem Bolsonaro. Nem Júnior Mano. 

Porque votar neles não é um ato político. 
É um atestado de cumplicidade.

 

Que a memória não se apague. 
Que a justiça não se curve. 
Que o povo não se cale. 

Por uma questão ética, educacional e democrática: 
NÃO VOTAMOS. 
NUNCA MAIS. 

 

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