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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Entre 1993 e 2023, Yang teria recebido mais de 2,21 bilhões de yuans em propinas, valor equivalente a aproximadamente 325 milhões de dólares.


 Durante 30 anos, Yang Youlin ocupou cargos públicos e transformou sua influência em uma máquina de enriquecimento ilegal. Aos 69 anos, o ex-funcionário responsável pelo desenvolvimento econômico de Nanjing recebeu da Justiça chinesa a punição mais extrema: a pena de m*rte.

Segundo o Tribunal Popular Intermediário de Changzhou, entre 1993 e 2023, Yang teria recebido mais de 2,21 bilhões de yuans em propinas, valor equivalente a aproximadamente 325 milhões de dólares.
O dinheiro não era entregue sem retorno. Em troca dos pagamentos, ele usava sua posição para favorecer empresários e companhias na obtenção de contratos de obras, transferências de terrenos, financiamentos e diferentes acordos comerciais.
Mas o esquema ia muito além do recebimento de subornos. Yang também foi considerado culpado por desvio de recursos públicos, apropriação indevida, abuso de poder e lavagem de dinheiro. A decisão judicial ainda determinou o confisco de todo o seu patrimônio pessoal e a recuperação dos valores obtidos ilegalmente.
O tamanho da fortuna movimentada fez com que o processo se tornasse um dos maiores casos de corrupção julgados na China nos últimos anos. Embora a legislação chinesa permita a pena de m*rte por crimes desse tipo, sentenças assim são incomuns e costumam aparecer apenas em casos tratados pelas autoridades como excepcionalmente graves.
Há precedentes recentes. Em 2021, um antigo dirigente de uma empresa estatal foi ex3cutado após ser condenado por corrupção e outros crimes. Em 2024, um funcionário público da região da Mongólia Interior também recebeu a mesma punição.
A condenação de Yang Youlin surge em meio à ampla campanha anticorrupção conduzida pelo governo chinês durante a última década. A ofensiva já atingiu desde servidores locais até autoridades de alto escalão e mostra que, em determinados casos, a China está disposta a aplicar a punição máxima contra quem transforma o poder público em benefício pessoal.

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