SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
sábado, 18 de julho de 2026
Quando os termômetros passam dos 35 °C, sistemas instalados nos telhados entram em ação.
Em meio a ondas de calor cada vez mais sufocantes, algumas cidades chinesas começaram a testar uma solução que parece saída de um filme futurista: fazer uma espécie de “chuva” cair do alto dos prédios para refrescar as ruas.
Quando os termômetros passam dos 35 °C, sistemas instalados nos telhados entram em ação. Eles liberam uma névoa de alta pressão formada por milhões de gotículas minúsculas de água. Ao evaporarem rapidamente, essas microgotas retiram calor do ambiente e ajudam a reduzir a temperatura das superfícies em cerca de 5 a 8 °C.
O detalhe mais interessante é que o processo não depende de acionamento manual. Sensores identificam o calor extremo e ativam automaticamente a nebulização. Não se trata de chuva real, nem de uma mudança no clima, mas o efeito para quem está na rua lembra uma garoa fina, capaz de aliviar a sensação térmica em poucos minutos.
A ideia busca enfrentar um problema cada vez mais comum nas grandes cidades: as chamadas ilhas de calor urbanas. Asfalto, concreto, prédios e pouca vegetação fazem com que os centros urbanos acumulem calor durante o dia e permaneçam muito mais quentes do que áreas rurais ao redor.
Com o aumento das ondas de calor, essa tecnologia vem chamando a atenção de engenheiros e urbanistas pelo mundo. Mais do que uma curiosidade, ela pode se tornar uma alternativa para refrescar bairros inteiros e diminuir a dependência do ar-condicionado em regiões densamente urbanizadas.
Fonte: “Chuva artificial?: o curioso método chinês para combater as ondas de calor”, EsRT, 1º de julho de 2026.
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