SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

BRASIL: OS SUICÍDIOS, TRAGÉDIAS, DISTOPIAS E TOTALITARISMOS PSICO POLÍTICOS E ECONÔMICOS DAS OLIGARQUIAS, GANGUES PARTIDÁRIAS E ELITES QUE ENRICAM PELO ESTADO.




Muitos elementos da realidade brasileira são distópicos, onde convivemos com profundas crises da razão e existenciais que podem levar ao suicídio de uma pessoa ou de uma nação por processos distópicos, totalitários e corrupção . Nossos líderes e elites politicas e econômicas buscam anular quaisquer alteridades e diferenças para manter e viver de seus delírios de poder as custas de milhões de vidas. Portanto o adoecimento psico é inevitável e durante muito tempo as doenças mentais, perseguições políticas e a exclusão econômica e social, são e foram usadas contra quem busca enfrentar os poderosos e seus delírios com o dinheiro público; entre eles a corrupção da esquerda e direita. Os nossos dirigentes, burocratas e elites que enricam pelo Estado, também adoecem ao viver suas farsas e tragédias desconectadas da realidade.

Não existe nenhuma doença desconectada de um processo histórico, incluindo as mentais e o Corona vírus, por isso que temos consequências diferentes em cada país a partir de suas democracias, economias, sistemas de saúde e educacionais distintos.


O que observamos no Brasil foi estudado por Hannah Arendt, William Reich, Foucault e outros. Hannah Arendt chama de Ralé, os resíduos de todas as classes que odeia a sociedade da qual é excluída, assim como não se sente representada. Essa Ralé, busca homens fortes que resolvam seus problemas. Ela é caraterizada por ausência de reflexão ou simplesmente não tem tempo nem teve oportunidade para isso. Da mesma forma que grupos de Direita ou Esquerda como Stalin, Hitler e outros se apropriam do Estado para seus interesses de poder, corrupção e privilégios, excluindo da política e da economia enormes parcelas da população que vai gerar crimes, violências, vícios, tráfico de drogas, loucuras e prostituição por absoluta falta de oportunidades, direitos e deveres para todos como rege as constituições. 


Inclusive também pessoas ricas sem acesso ao Estado ou aos donos do poder vão sofrer as consequências da perseguição politica como os judeus na Alemanha ou vários Empresários no Brasil. Os poderosos usam o Estado contra eles como fazem as Oligarquias no Nordeste. Enquanto na Alemanha morreram 6 milhões de judeus no Holocausto, morrem dezenas de milhões de brasileiros pelo crime de serem pobres ou viverem em favelas, como vai acontecer agora com o Corona Vírus. Por isso eu acuso!

    
A produção de insatisfações, ressentimentos, e vinganças faz com que os excluídos partam para cima dos Ditadores, Oligarquias, gangues partidárias e elites que enricam pelo Estado. Mesmo que muitas vezes alguns lutem inicialmente sozinhos, mesmo que Exércitos sigam regimes totalitários, a sociedade se liberta como no caso de Dreyfus e Emile Zola na França, e outras revoltas. A verdade sempre aparece e cobra seu preço histórico a Stalins, Hitlers e outras Oligarquias, gangues e elites delirantes.


A vida é mais complexa, mais dialética, mais dinâmica, a condição humana desafia os poderes. A objetividade nos ajuda produzir máquinas mas a subjetividade produz a ética, valores, sociedades, e supera paradigmas hegemônicos quando querem transformar a natureza e nossas vidas em objetos ou disputas politicas irracionais. Não é somente a razão e a ciência que produzira o reino da Justiça na Terra mas a ideia do que é certo ou errado, a moral, a ética e a espiritualidade que não se satisfaz com prazeres fisiológicos comprados pelo consumo mas com a justiça .   


Qual o critério do valor da vida no Brasil com 45 a 65 mil mortes por ano de 2007 ate 2020 durante os Governos do PT e PMDB ? Ate agora não gerou indignação, nem criticas da Esquerda ou Direita, nem bilhões foram gastos para salvar essas vidas, pelo contrário foram gastos bilhões para prende-los sem chances de trabalhar, ter cidadania e consumir como dezenas de países capitalistas fazem.

Agora temos 8609 mortes brasileiras por Corona Vírus, todos se indignam, bilhões são gastos com poucos resultados em relação a estratégias de outros países. Porem se tivéssemos planejado um Brasil para todos e eliminado a corrupção, gastando esse dinheiro com a vida das pessoas, lhe dando saneamento básico, educação, saúde e trabalho não teríamos tantas pessoas morrendo, devido a outras doenças pioradas pelo Corona vírus, e muito menos por crime e violência.  


A maioria de nossa esquerda e direita se cala e acha normal a corrupção. Tem que ter muita cara de pau e serem delirantes e mentirosos para criticar outros políticos e gangues partidárias, enquanto fazem o mesmo em seus Estados e Partidos. Oligarquias como do Coronel Ciro Ferreira Gomes e outras há décadas no poder, negociam com o Centrão, indicam filhos, irmãos e parentes, os 02, 03 e 04 de várias famílias para cargos no poder e silenciam sobre os casos de corrupção nos Governos da família. 

Nós Brasileiros, claro que queremos o Congresso, Câmera e Senado, mas isso não significa Deputados e Senadores roubando, negociando cargos e orçamento. Claro que queremos STF e Justiça, mas da mesma forma não significa deixar corruptos soltos. Claro que queremos Governos eleitos democraticamente e não pela corrupção, compra de votos ou uso do Estado por famílias, gangues partidárias e elites que enricam com dinheiro público.

O que temos no Brasil nestes 2 casos não é Capitalismo nem Democracia. O nome é Feudalismo, Casa Grande, Senzala e Ditadura da Corrupção. 


Estas tragédias brasileiras tem em suas raízes, outra causa bem pior. No Brasil você tem que ser parte do circo político ou hospício, se não for Governo tem que ser oposição, tem que ser do PT, ou Bolsonaro, ou apoiar o Coronel Ciro Gomes ou membro de outra gangue partidária. Pensar diferente, buscar construir outras alternativas , apoiar quando o Governo está certo e criticar quando considera errado é considerado no Brasil absurdo! O que em qualquer Democracia em outro país é normal! 

No Brasil muitos vivem da politica e são militantes profissionais, devido aos fundos partidários e milhares de cargos e bilhões dos orçamentos públicos sempre em disputa. Temos Empresas públicas, Bancos públicos, Universidades públicas e mídia sendo aparelhadas e lutando por suas fatias de poder em vez de suas missões institucionais.

Muitos dirigentes de Partidos hereditários ou sem democracia, funcionários de Governos, Professores das Universidades, Oligarquias e outros privilegiados e bem pagos, acham que devem ter todo tempo para pensar e fazer politica; enquanto a maioria trabalha e produz para eles por salários baixos sem cidadania. Afinal estão lutando pelo povo ? mas se calam para corrupção ou fazem parte dela . 


A verdade é que todo ser humano deveria ter seu trabalho, tempo para estudar, dinheiro para acessar cultura, lazer, participar ativamente da politica de diversas formas, contemplar e definir objetivos individuais e coletivos de sua vida e da sociedade que faz parte. No Brasil a politica é luxo para poucos, mesmo nos partidos de esquerda, observamos a Direção, Executivas e Diretórios ocupados pelos mesmos privilegiados há tempos negociando cargos e benefícios. 



No Brasil e outros Países Neo liberais, onde se vive formas de totalitarismo, colonização ou Ditaduras das Oligarquias, não se deixa tempo nem dinheiro  para pessoas desenvolverem suas subjetividades de forma livre, sem coerção. A subjetividade de cada um deve ser uma obra de arte que inclui pensar a política, a educação, a cultura, a sociedade, se relacionar com a natureza, a família, amigos, independente que as pessoas pensem de forma diferente ou tenham opiniões politicas contrárias.


terça-feira, 5 de maio de 2020

Sobre o equilíbrio do extremos e a necessidade de novos líderes.



Por volta da década de 1980, Gorbachev comentou que a maioria dos membros do Politburo que governava a União Soviética, tinham suas origens nos jovens revolucionários que se transformaram em um establishment grisalho, enunciando batidos clichês revolucionários que ninguém mais acreditava.  


Ano 2020 no Brasil, diante de mais uma crise politica, agora no Governo Bolsonaro, comecei a ver pela imprensa depoimentos dos grisalhos Collor, Lula, Coronel Ciro Gomes, Sarney e FHC falando sobre politica, repetindo clichês; lembrei que eles há décadas no poder, pouco ou nada fizeram em seus Governos, de seus familiares ou Partidos em relação a corrupção no Brasil.


Assim como o diálogo surdo e louco entre os três poderes que há tempos, STF não faz justiça porque corruptos continuam soltos, nem legislativo legisla , o que faz é negociar cargo e orçamento, e o executivo é figurante desse teatro; aonde quem manda se esconde atrás de suas fortunas originárias de privilégios e dinheiro público incluindo Bancos, Mídia e grandes empresas nacionais e internacionais. O povo igual a Deus sofrendo. 


Resolvi então escrever uma carta ao jovem brasileiro, cidadão do Planeta Terra. Ela começa assim, dia um, do primeiro mês, do primeiro ano pós pandemia. Por favor lutem agora pelos seus pais e futuros filhos. Liderem, criem caminhos para transformar nossas empresas e instituições, gerar trabalho, produzam riquezas, inovem ,estudem, preservem e cuidem de nossa natureza, amem e protejam suas famílias, vivam suas espiritualidades. Gastem seu tempo e energia não como idiotas discutindo a politica que interessa a estes imbecis que vivem de roubar o país, mentir e fazer politicagem.

Qual o problema de uma nova geração assumir o poder ? Não estou falando dos juniores e netos como Rodrigo Maia, Ciro Gomes, e outros herdeiros dos pais que tentam negar que são frutos das desigualdades, do silêncio sobre corrupção e acordos que mantém no poder há tempos.  


Falo de uma geração de jovens líderes, resultados de uma explosão demográfica que nasceram numa economia iniciando sua era digital, e que hoje disputam debates sobre as crises ambientais, sobre novas tecnologias, que estão empreendendo seus negócios, atuando como educadores, cientistas, artistas, atletas, profissionais de saúde, padres, pastores, profissionais liberais, funcionários públicos, juízes, trabalhadores, e outros. Jovens que necessitam trabalhar, ganhar seu dinheiro, ter crédito, consumir, cuidar de suas famílias e pais, casar e ter filhos, ter casa, estudar, cuidar de sua saúde, construir suas cidades, criar novas tecnologias, preservar nossa natureza e outros. Eles buscam de verdade novas políticas porque não carregam em suas costas os interesses de suas famílias, gangues partidárias e elites que enricam pelo Estado. Eles buscam criar um novo Brasil, de baixo para cima, fortalecendo suas instituições e a Democracia.   


Jovens que tem que estar atentos, se estão sendo educados ou liderados por pássaros ou serpentes para entregar suas vidas a jogos vorazes na economia, politica e outros. Necessitamos de novos personagens de novas histórias, ou melhor de uma nova civilização com suas vozes, atitudes e sonhos. Muito alem de nossos limites geográficos pois temos uma geração de brasileiros espalhados pelo mundo, muitos jovens talentos que não aparelharam o Estado com suas famílias e partidos, mas tem muito a contribuir com suas ideias e trabalho. Claro que podemos dialogar e cantar entre gerações mas não repetir as velhas praticas com novas mãos, mesmo que se denominem nova politica. A carta continua falando sobre vários projetos que podem mudar o Brasil agora mas não visam a corrupção ou interesses de oligarquias ou gangues partidárias A, B ou C.



“E o sol da liberdade, em raios fúlgidos. Brilhou no céu da pátria nesse instante.. Brasil, um sonho intenso, um raio vívido. De amor e de esperança à terra desce. Do que a terra mais garrida. Teus risonhos, lindos campos têm mais flores. Nossos bosques têm mais vida.Nossa vida, no teu seio, mais amores. Mas, se ergues da justiça a clava forte. Verás que um filho teu não foge à luta. Nem teme, quem te adora, a própria morte. “


Mas será que caminharemos para outro Impeachment, Ditadura ou Guerra civil no Brasil?  É preciso e urgente aprendermos sobre o equilíbrio dos extremos, pelos extremos buscar o equilíbrio através do dialogo, e de uma ética onde podemos encontrar verdades que nos unem e que são prioritárias para nosso Brasil . 

Infelizmente só valorizamos a saúde diante de Pandemias, o trabalho diante da crise econômica, e a vida diante de milhares de mortes. Esperamos que desse Caos surja uma ordem ? Esse caos ou essa ordem é feita por cada um de nós brasileiros. Mais do que uma Bandeira ou um hino, somos um povo com inúmeros desafios e juntos devemos construir nosso Brasil.


Compreendermos que a economia deve potencializar a vida das pessoas e não destrui-las, que o dinheiro, o crédito e os frutos do trabalho devem circular e não ficar concentrado nas mãos de poucos. Aprendermos a nos relacionar com nossa natureza e preserva-la, convivendo com ela , não apenas explorando e destruindo mas compartilhando seus frutos e cuidando. Necessitamos nos educar e ampliar nossa civilidade e hospitalidade com o outro que pensa diferente, expandir nossos conhecimentos, pesquisas e inovação. Aprofundar a democracia se possível direta, usando tecnologia, liderando, cooperando e compartilhando nossos desafios coletivos. Expressar a riqueza de nossa arte, emocionando e sensibilizando a alma brasileira e global para nos libertar e imaginar novos presentes e futuros. Construir nossa Nação, Estados e Cidades para que possamos conviver em paz com qualidade de vida e uma saúde que seja consequência de boas condições de desenvolvimento humano ; assim como superar as raízes de nossas Casas Grandes que continuam  gerando crimes, violências e mortes. Compreendermos que assim como temos nossa família, buscando ama-la e protege-la, devemos respeitar a soma e a diferença religiosa de várias famílias brasileiras, onde cada uma segue seu Deus, e o amor conjunto a nossa nação e aos nossos filhos.


Uma nova geração de jovens líderes de redes com responsabilidades distribuídas, capazes de criar novas formas de ser, educar, viver e governar. Orquestrando nossas vozes, atitudes, talentos, e sonhos para superar nossos desafios coletivos e compartilhar riquezas entre nossas empresas e nossos Governos capazes de garantir direitos, deveres e qualidade de vida a todos.  


domingo, 3 de maio de 2020

A BUSCA DA ÉTICA DA DISCUSSÃO E A QUESTÃO DA VERDADE POR HABERMAS.




Em novembro de 2004, Jürgen Habermas viajou ao Japão para receber o Prêmio Kyoto, convocado por uma empresa de tecnologia e dotado de 800.000 euros. Deu duas conferências lá. A primeira foi dedicada ao livre arbítrio e à responsabilidade do ser humano. Na segunda atendeu ao pedido de seus anfitriões: “Por favor, fale sobre o senhor”. Foi a primeira vez que o fez em público. Tinha 75 anos e estava a 9.000 quilômetros de casa. Lá ele se lembrou das dolorosas operações no palato que fez na infância em sua cidade, Düsseldorf, para tentar corrigir uma fissura congênita que marcou para sempre sua pronúncia. Também lembrou a “sensação de vulnerabilidade” que isso lhe causava. Depois falou da outra grande ferida que marcou sua vida, um passado pouco exemplar do qual sua família fez parte: os pais o alistaram aos 10 anos de idade na Juventude Hitlerista e o pai, filiado ao partido nazista, acabou nas cadeias norte-americanas como prisioneiro de guerra. E claro, falou sobre o que o fez mudar da medicina, sua primeira vocação, para a filosofia: a impressão causada pelos crimes descritos nos julgamentos de Nuremberg, a falta de autocrítica de seus compatriotas e o medo de que a Alemanha recaísse no delírio que partira pela metade a história da humanidade.
  
Como todos os vencedores do prêmio, também coube a Habermas cunhar uma máxima para a juventude. A sua diz: “Nunca se compare com um gênio, mas tente sempre criticar a obra de um gênio”. Ele passou a vida colocando essa frase em prática. É o que se deduz da leitura da biografia que seu discípulo Stefan Müller-Doohm lhe dedicou em 2014 e que acaba de ser publicada em espanhol [não existe versão em português até o momento]. O meticuloso Müller-Doohm, que nos fala da coleção de pinturas de seu mestre ou regist a generosa dotação de cada prêmio que recebe, dá poucos detalhes sobre a intimidade do filósofo, mas em troca nos permite assistir às grandes polêmicas intelectuais do último meio século. Em quase todas Habermas teve algo a dizer. Enfrentasse o gênio que fosse.


Com Heidegger contra Heidegger

Jürgen Habermas costuma lembrar que o que faz de um sábio um intelectual é a capacidade de se irritar. Ele foi o segundo antes de ser o primeiro. Em 1953, quando terminava sua tese de doutorado sobre Schelling na Universidade de Bonn, sob a orientação de Erich Rothacker —que em 1933 pedira o voto em Hitler—, Habermas recebeu um presente das mãos do amigo Karl-Otto Apel: o novo livro de seu pensador vivo favorito, Martin Heidegger. Era Introdução à metafísica, as aulas que o autor de Ser e tempo dera em Freiburg em 1935. A reedição não tinha notas explicativas e os apelos à “verdade e à grandeza internas deste movimento [o nacional-socialismo]” indignaram o doutorando.

Marcha da Juventude Hitlerista em Gummersbach para intervir na Linha Siegfried, em 1944. Habermas, em primeiro plano, com flores no gorro. ARCHIVO FOTOGRÁFICO LOCAL DE LA COMARCA DE OBERBERG.

Aquele “curso impregnado de fascismo” o levou a enviar um artigo ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, cujo título diz tudo: Pensando com Heidegger contra Heidegger. Um tinha 63 anos, o outro, 24. Mais do que o desprezo do velho pensador pelo igualitarismo democrático, o que incomodava o jovem era sua recusa à autocrítica e à possibilidade de que esse silêncio contaminasse sua filosofia: “É possível interpretar também o assassinato planejado de milhões de pessoas, do qual hoje já não ignoramos nada, como um erro que nos foi apresentado como destino no contexto da história do ser? A principal tarefa dos que se dedicam ao ofício do pensamento não é lançar luz sobre os crimes cometidos no passado e manter desperta a consciência sobre eles?”.

Heidegger levou dois meses para responder. Ele o fez em uma carta ao Die Zeit para esclarecer que o movimento ao qual se referia não era o nazista, mas o encontro entre o homem e a técnica. Parecia uma saída pela tangente, mas quando nos anos 1980 e 1990 recriminar sua proximidade com o nazismo se tornou uma tendência, Habermas voltou ao combate para lembrar que sua crítica não se dirigia tanto a essa proximidade de 1933, mas à sua recusa a reconhecer seu erro a partir de 1945. “A discussão sobre o comportamento político de Martin Heidegger não pode nem deve servir ao propósito de uma difamação e desprezo sumários”, escreveu em 1991. “Como nascemos depois, não podemos saber como teríamos nos comportado nessa situação de ditadura.”

Jürgen Habermas e Theodor W. Adorno no congresso de sociologia de Heidelberg, em abril de 1964. ARCHIVO PERSONAL DE JÜRGEN HABERMAS



As duas cabeças do ‘Café Marx’

Meses depois dessa polêmica, Jürgen Habermas publicou seu primeiro artigo longo na prestigiosa revista Merkur: A dialética da racionalização. Nele analisa a alienação provocada pelo trabalho em cadeia e pelo consumo desenfreado. E avisa: da produção ao transporte, passando pela comunicação e pelo lazer, a “cultura das máquinas” acabará dominando nossa vida. A cada dia estaremos mais longe da natureza e do resto dos seres humanos. Esse aviso tem seis décadas.

O choque heideggeriano e esse artigo, a começar pelo título, provocaram uma chamada: Theodor Wiesengrund Adorno queria conhecê-lo. O coautor da Dialética do esclarecimento tinha voltado do exílio norte-americano para reconstruir o Instituto de Pesquisa Social (IIS), que entraria na história da cultura como Escola de Frankfurt e na do humor culto como Café Marx ou Grande Hotel Abismo. A primeira denominação, que brincava com a adscrição materialista de seus membros, surgiu quase simultaneamente à sua fundação, em 1923. A segunda se deve a Georg Lukács, que descreveu a influente escola como um hotel de luxo pendurado em um precipício.

Em 1956 Habermas ingressou no instituto como assistente de Adorno e sem remuneração durante os seis primeiros meses. A relação entre os dois foi cordialíssima desde o primeiro momento. Além disso, para Gretel Adorno, esposa de seu novo mentor, o jovem lembrava seu amigo Walter Benjamin, que havia se suicidado em Port Bou em 1940 enquanto fugia da Gestapo. No entanto, nem tudo era harmonia. Max Horkheimer, codiretor do IIS, se irritava de tal maneira com a militância pacifista e antinuclear do novo assistente que pediu ao colega que o demitisse. Para Adorno, que não se curvou, só se explicava tal animosidade porque o rapaz de vinte e poucos anos lembrava Horkheimer de seu próprio passado socialista, que renegava.

A sombra da República Democrática Alemã era muito longa e dificultava qualquer discussão na República Federal. Tanto que, durante a Guerra Fria, Habermas se descreveu como “antianticomunista”. “Não sou marxista”, escreveu, “no sentido de acreditar no marxismo como se fosse um certificado de patente. Mas o marxismo me deu o estímulo e os meios analíticos para investigar como se desenvolveu a relação entre democracia e capitalismo.” Seu biógrafo enfatiza que, longe de qualquer intenção revolucionária, a partir da década de 1970 ele se concentrou na necessidade de “domesticar” o capitalismo com uma democracia garantida pelo Estado de Direito com “face social”. Apesar de a relação de Habermas com Frankfurt ter sido um ir e vir —com temporadas em Berlim, no Heidelberg de Gadamer e no Instituto Max Planck de Starnberg—, sua figura marcou a segunda geração do Instituto. Foi o homem que acendeu a lanterna que o tirou de um túnel tão longo quanto fascinante: o pessimismo antropológico da primeira geração.

Com Jacques Derrida em 23 de junho de 2000, no anfiteatro VI da Universidade Goethe, em Frankfurt. RALF OESER


Tempos pós-modernos

Em 1979, o francês Jean-François Lyotard publicou um “relatório sobre o saber” na sociedade pós-industrial, cujo título faria fortuna: A condição pós-moderna. Conceitos como conhecimento, liberdade e progresso eram estigmatizados como grandes narrativas destinadas a legitimar uma autoridade intelectual e política caduca. Por trás deles, não haveria nada além de interesse e vontade de poder. Habermas respondeu ao que qualificou de pensamento “neoconservador” com uma veemente defesa dos valores da razão ilustrada. Ele também tinha um título afortunado: Modernidade: Um projeto inacabado. Em sua opinião, na linha antimoderna “francesa” —que vai de Bataille a Derrida e passa por Foucault— “pende o espírito de um Nietzsche redescoberto nos anos 1970”.

Em 1981, o filósofo da “esfera pública” terminou, com 52 anos, sua obra mais importante, um “monstro”, em suas próprias palavras, “recalcitrantemente acadêmico”: Teoria da ação comunicativa. Sintetiza em dois volumes suas pesquisas filosóficas e sociológicas para defender os valores do acordo, do consenso e do mútuo entendimento. Não se trata, argumenta, de buscar a verdade à margem dos interesses, mas de rastrear o modo pelo qual as ideias de verdade, liberdade e justiça estão “constitutivamente inseridas” nas estruturas da linguagem. Os fundamentos de uma sociedade não podem vir de um além metafísico —religioso, político ou econômico — mas da linguagem compartilhada por seus cidadãos: “A verdade não existe no singular”. Daí a fé de Habermas na democracia deliberativa e no que mais tarde —diante da embriaguez nacionalista provocada pela reunificação alemã — denominará “patriotismo constitucional”, um conceito que acabará se espalhando por toda a Europa.

A ferida alemã

Desde a chamada “disputa do positivismo” entre Adorno e Popper, Jürgen Habermas não deixou de participar das discussões acadêmicas de sua disciplina, mas a maioria de suas intervenções públicas esteve, de uma maneira ou de outra, atravessada pela necessidade de não esquecer uma lição: a do Holocausto. Daí sua insistência na responsabilidade —e não na culpa— coletiva dos alemães durante a “disputa dos historiadores” dos anos 1980. E também suas reservas sobre a participação do Exército alemão nas missões da OTAN nos Bálcãs durante os anos noventa. “O que significa para o senhor ser alemão hoje?”, perguntou um jornalista italiano em 1995. Sua resposta: “Encarregar-me de que a instrutiva data de 1945 não caia no esquecimento por causa da data feliz de 1989”.

Max Frisch, Hildegard Unseld, Jürgen Habermas, Martin Walser e Ute Habermas em junho de 1977 no lago Costanza, vendo nadar Siegfried Unseld, diretor da editora Suhrkamp, na qual o filósofo trabalhava como consultor. JOACHIM UNSELD

Inclusive quando Peter Sloterdijk deu a conhecer suas Normas para o parque humano —a superação do humanismo tradicional a partir da “antropotécnica” genética—, Habermas percebeu o que considera “o núcleo fascista de uma chamada social-darwinista à educação”. Em sua própria resposta, Sloterdijk coloca o dedo na mesma ferida: “A era dos filhos hipermoralizadores de pais nacional-socialistas está se extinguindo”. Ainda assim, o terrível para o “filho moralizador” não era que essa opinião viesse de alguém nascido em 1947, mas que alguém nascido em 1927 pudesse compartilhá-la. Foi o caso do romancista Martin Walser, amigo íntimo dele desde os tempos em que o filósofo era uma das pessoas mais influentes da editora Suhrkamp. Walser aproveitou seu discurso de recepção do grande prêmio na Feira de Frankfurt de 1998 tanto para atacar os intelectuais que continuavam agitando a “maça moral de Auschwitz” quanto para criticar o monumento do Holocausto que Peter Eisenman projetava ao lado da Porta de Brandenburgo, elogiado por Habermas por seu caráter abstrato e antimonumental. Quando este respondeu ao já ex-amigo, o fez qualificando seus argumentos de “arrotos de um passado indigesto que brotam periodicamente das tripas da República Federal”.

Naquele discurso autobiográfico de Kyoto, Jürgen Habermas aceitou o rótulo de “filósofo intelectual”, mas rejeitou o de clássico e até a transcendência de sua biografia particular. A tarefa do intelectual, disse, nada mais é do que “melhorar o lamentável nível de discurso dos confrontos públicos” e evitar o cinismo a todo custo. Um clássico é outra coisa. “Na nossa disciplina”, explicou, “se denomina clássico aquele que com sua obra permanece como um contemporâneo. O pensamento de tais clássicos é como um vulcão em ebulição que deposita como escória as diferentes fases de sua biografia. Essa imagem nos é imposta pelos grandes pensadores do passado, cuja obra resiste à mudança dos tempos. Pelo contrário, nós, os filósofos contemporâneos, que nada mais somos que professores de filosofia, permanecemos apenas como contemporâneos dos nossos contemporâneos.”

Habermas completou 90 anos em junho passado, tornando-se um ícone da cultura mundial que as enciclopédias, como que por impulso, continuam associando ao célebre Instituto de Pesquisa Social de Horkheimer e Adorno. Talvez porque não dão crédito a uma história que corre há décadas entre os filósofos. Um professor norte-americano aterrissa na Alemanha, entra em um táxi e diz: “Para a Escola de Frankfurt”. O taxista responde: “Para qual delas?”.

Pesquisar Dostoiévski! O saber, a complexidade, e a autonomia da vida e da arte nem científica nem tecnológica.1128 dias.



A arte do saber.

Professores educam ser humanos em nome da ciência. Eles podem cantar como pássaros ou serpentes em salas de aula, a ética e outros valores não se ensina através do método cientifico, nunca foi tão urgente uma educação para vida, aonde nossas crianças, jovens e ate mesmo adultos e idosos, reflitam e tenham capacidade crítica para questionar o que muitos chamam de educação e conhecimentos. Porém a educação para vida não é exclusiva de Doutores ou Mestres como Professores, a História e artistas nos ensinam além da complexidade dos saberes, nos ensina a importância da autonomia e liberdade para aprender nos livrando de armadilhas produzidas pelas ciências ou de ignorâncias produzidas pela política, economia, e religiões.        

Em nome e se intitulando Ciência, realizamos experimentos de Eugenia com médicos formados nas melhores Universidades da época  que também deram choques elétricos para curar pessoas consideradas loucas, os exemplos são muitos, e continuam agora em laboratórios criando novas espécies e buscando aperfeiçoar o ser humano em nome da biotecnologia. A politica produz ditaduras vendidas como ideologias na mesma proporção que discursos e teorias econômicas matam milhões de pessoas da mesma forma que terroristas religiosos em nome de sua fé .

varias crises ao mesmo tempo
30 dias apenas pode mudar nossas vidas e formas de pensar. Claro que se soubesse que o isolamento social ia demorar tanto, tinha se planejado melhor para separar alguns livros, filmes e cursos para fazer pela internet. Porém qual melhor critério para escolher esses conhecimentos no momento de pandemia e crises ecológica, ambiental, social, política, econômica e porque não dizer existencial e espiritual? Os mesmos conhecimentos ou mais do mesmo que produziram essas crises ? Se fala tanto de inovação tecnológica e cientifica mas esquecemos a necessidade de criar novas formas de ser, educar, viver e governar. 

Eu tenho sugestões de bons professores e os critérios que eles usaram para definir um currículo e pedagogias para vida. Um deles é Dostoiévski. Ele não teve muito tempo para se planejar nem estudar o humano, formou-se em Engenharia, mas a vida, a História e a época que viveu lhe ensinaram muito, sem coaching ou internet, ele nos deixou muitas lições.    


Você pode começar lendo livros de Dostoiévski como Gente pobre ou qualquer outro para compreender que ele viveu numa Rússia cercada de muita pobreza, passando por conflitos políticos e um processo de industrialização. Depois pode assistir o filme “O Duplo” , baseado em seu outro livro, pelo qual depois de morrer foi acusado de esquizofrenia por psicólogos e psiquiatras, mas na época não existia nem psicologia nem psiquiatria. Ele tinha crises de epilepsia. Eles o acusavam de vários sintomas da esquizofrenia como ter emoções frias mas será que os cientistas sabiam que Dostoiévski perdeu cedo seu pai e sua mãe ? É preciso contextualizar o conhecimento. Diziam que ele se sentia sempre perseguido e ouvia vozes, mas eles sabem que Dostoiévski foi perseguido politicamente, julgado e preso durante anos na Sibéria ? Diziam que Dostoiévski fugia e criava outras realidades paralelas, mas para que serve a arte se não para nos libertar do que alguns, baseados em seus privilégios e status quo, denominam de realidade às custas do sofrimentos e mortes de milhões de vidas? A verdade é que esta realidade, depois de alguns anos caiu com a queda do Czar e do Império Russo, derrubado pela realidade de gentes pobres que Dostoiévski relatou em seus livros e pela Revolução Russa. Revolução Russa que vai criar outra realidade, outras formas de perseguição politica agora em nome do partido, vai gerar pobreza, mortes de milhões de pais e mães, e produzir outros escritores, outros saberes, verdades, e lições para nossas vidas. Em 1989 com a queda do Muro de Berlim e depois o Fim da União Soviética exigira mais uma vez e sempre uma educação para vida. 


Autonomia para aprender e ser nos ensina a conquistar nossa autonomia política, social, econômica, artística, espiritual e outras. A razão sempre será poética se compreendermos que a arte e a história são por essência complexas e interdisciplinares porque elas são consequências naturais da vida e do ser humano em busca de entender o que acontece, e encontrar respostas e lições para conduzir nossas vidas que não se resumem em tecnologias e matemáticas. Foi preciso Max Weber nos ensinar que na espiritualidade dos Protestantes se encontram as raízes concretas do Capitalismo. Esses olhares transversais, revolucionam os métodos no despertar de novos saberes que impactam diretamente na criação de ciências e tecnologias.


Por isso ser tão importante e essencial nos educar para vida, tão importante ou mais que a Ciência são os caminhos que escolhemos para nos educar, e as vezes inovações como a interdisciplinaridade, para ser entendida em suas raízes necessitamos ter autonomia e liberdade para pesquisar, aprender, questionar e propor novos caminhos usando a arte, a história e a propria vida. Além dos livros e filmes fui estudar a Biografia de Dostoiévski e a época em que viveu para compreender melhor as lições que eles nos deixou, mais importantes que verdades ou dogmas, dialogam com nossa alma, vida e Historia para propomos outras buscas e verdades em nome das incertezas que nos desafiam.  Imaginando e criando novos futuros e presentes. 


Dostoiévski nos ensina que podemos ser aquilo que gostaríamos de ser, enfrentando nossos medos e as adversidades que a vida nos impõe. Nos ensina que somos únicos, e que seu maior inimigo pode ser você, seu duplo, quando busca arruinar sua própria vida em épocas de pandemia ou de grandes transformações na história como ele viveu e como estamos vivendo agora. É hora de se libertar dos medos e ignorâncias que trata como verdades às vezes como ciência. A arte, a história, e a vida nos educa por caminhos não apenas científicos nem tecnológicos mas que produz novos saberes e métodos capazes de revolucionar nossa compreensão do ontem, hoje e do amanha.

A vida é feita de várias cores, saberes, realidades, sonhos, dores…A vida é feita de vários tons ou graus de complexidade, ao mesmo tempo micro e macro compartilham fluxos de energia. Uma são mais simples como as células de onde emerge a vida que se torna cada vez mais complexa. A vida amplia sua complexidade na Ecologia, mudanças climáticas e tecnológicas, violências econômicas, politicas e sociais que se unem numa crise existencial e espiritual. É preciso colorir a compreensão do nosso ser e o mundo para pintar nosso humano e a Terra com o despertar de novas formas de ser, educar, viver e governar. De um pequeno grão de terra à Terra da Sabedoria.


sexta-feira, 1 de maio de 2020

CORONA VIRUS ! COMEMORAR AS BOAS NOTÍCIAS , PRÓXIMOS PASSOS, E A PANDEMIA DA CORRUPÇÃO.


Boas notícias sobre Corona vírus.


O Paraná vai ampliar a capacidade de realização de testes para diagnósticos da Covid-19 em 830%. Parceria entre o Laboratório Central do Estado (Lacen) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fará com que o número de testes diários no Estado salte dos atuais 600 para até 5.600. A previsão é que a operação entre em funcionamento na segunda quinzena de maio.


O acordo permite ao Paraná repetir a estratégia de testagem em massa, ação de sucesso no controle ao Covid-19 em países como Coreia do Sul, Islândia, Croácia Chile e Austrália, entre outros.  Outros estados brasileiros devia fazer o mesmo, se fizermos a conta é mais barato prevenir e antecipar o tratamento do que lidar com as consequências e pior as mortes. 


Outra boa noticia será se o Presidente, Ministros, Governadores, Deputados Federais e Estaduais cortarem parte dos seus salários. A população esta sacrificada e perdendo dinheiro, seus salários, desemprego; os políticos devem fazer sua parte de sacrifício e não é no discurso. Cortar a própria pele , dar o exemplo, é o que se espera de líderes, compromisso autêntico que ainda não foi feito pela quase totalidade de nossos políticos de direita, centro ou esquerda. 


Enquanto isso Governos gastam dinheiro público em produtos muito caros que significa que soluções mais baratas podem salvar vidas, e ter dinheiro para outras prioridades urgentes. Os Estados terão uma brutal queda de arrecadação. 


Um grupo de engenheiros da Escola Politécnica da USP, liderado pelo professor Raul González Lima, criou um ventilador pulmonar emergencial para que médicos possam tratar pacientes com quadros graves de infecção pelo novo coronavírus. O aparelho tem custo estimado de 1 mil reais, o que é 1/15 do custo do respirador mais barato disponível no mercado (15 mil reais).

O projeto do respirador, que pode ser criado em cerca de duas horas, será enviado para a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).


Um estudo divulgado nesta terça-feira (28) pela Universidade de Tecnologia e Design de Singapura prevê que o fim da pandemia do novo coronavírus no Brasil deve ocorrer entre junho e agosto deste ano. De acordo com os dados, 97% da pandemia terminará no dia 1 de junho no país, e 100% da situação estaria normalizada em 23 de agosto.

Porém, apesar de a análise ter sido feita com base em dados oficiais, o estudo pode não refletir a realidade. Isso porque, no Brasil, a explosão de mortes por doenças respiratórias e de óbitos registrados em cartórios indicam uma forte subnotificação de casos de covid-19. 


A Universidade Federal de Pelotas realizara uma Pesquisa nacional sobre o Corona Vírus. Os dados obtidos no atual estágio da pandemia são similares aos coletados em outros países como Áustria e Islândia. Eles se referem exclusivamente ao estado do Rio Grande do Sul, mas o EPICOVID19 também será replicado no Brasil inteiro. A previsão é de, a partir de 5 de maio, coletar amostras em 133 cidades em todos os estados. Em cada fase, serão realizados mais de 33 mil testes, totalizando quase 100 mil ao final das três fases previstas. “Esta pesquisa, pioneira aqui no Rio Grande do Sul, será implementada no Brasil inteiro, tornando-se o maior estudo do mundo sobre prevalência do novo coronavírus”, afirma Pedro Hallal.


Outra Boa notícia divulgada pelo site focus.jor.br. Um estudo desenvolvido na China mostrou que um grupo de pacientes que foi infectado pelo coronavírus e se curou adquiriu anticorpos que podem dar imunidade a longo prazo. Publicado pela Nature Medicine, a análise foi conduzida com 285 pacientes. Após 19 dias de sintomas da COVID-19, todos desenvolveram os chamados anticorpos IgG contra o coronavírus.


Um aplicativo promete auxiliar a mapear como está ocorrendo a transmissão do novo coronavírus em Pernambuco. Desenvolvido em um desafio de inovação, o "Dycovid - Dynamic Contact Tracing" funciona a partir do monitoramento da proximidade entre celulares e do banco de casos confirmados de Covid-19 pela Secretaria de Saúde, para então alertar ao usuário se ele pode ter contraído o vírus. 


O rastreio de contato é feito de forma anônima e digital a partir do aplicativo, que guarda as pessoas com quem o usuário teve contato e o tempo em que ela esteve em contato. Através do número de celular, o sistema verifica se alguma daquelas pessoas, a partir do número de telefone informado por elas ao serem atendidas no sistema de saúde, consta no banco de dados de casos confirmados.


Caso alguma delas apresente resultado positivo para Covid-19, o usuário é alertado. Nenhum nome é revelado. "Quando ele faz esse batimento com o banco de dados e verifica que eu estou com coronavírus, a partir desse momento, a aplicação informa às pessoas que estiveram comigo que estão com risco elevado", apontou Rolemberg.


A melhor estratégia de combate ao Corona vírus é ter informação, analisar ferramentas e sua respectiva utilização em vários cenários, avaliar impactos e custos, assim como agir de forma sistêmica para lidar com as causas e reduzir as consequências no curto, médio e longo prazo. Não é simplesmente gastar e desperdiçar dinheiro público sem licitação com a justificativa da Pandemia.


Essas boas noticias e melhores praticas revelam que foram testadas com melhores resultados. Abrir covas, montar hospitais de campanha, enquanto vários leitos estão desocupados na rede de hospitais do Governo Federal, privados ou leitos em cidades do interior em vários Estados, muitas vezes é apenas o caminho mais fácil do que pensar o curto, médio e longo prazo das consequência do Corona Vírus.


Gastar dinheiro publico como se cada centavo não fizesse falta é um absurdo. Cada família pobre no Brasil sabe o valor de um real e a necessidade de economizar muitas vezes para comer. É IMPORTANTE frisar que muitas das pessoas que estão morrendo não é apenas por responsabilidade do Corona Vírus e sim por doenças que nunca foram tratadas pelos nossos sistemas de saúde público, pelas moradias em comunidades pobres aonde o vírus se espalha com mais facilidade, e porque o acesso as melhores condições de tratamento e testes são mais fáceis para ricos, políticos e seus parentes, e membros de vários poderes brasileiros.


Outros problemas bem mais graves são pandemias que já foram gastos bilhões de reais com poucos resultados. Elas continuam  no Ceara, enquanto morreram este ano ate agora 539 pessoas devido ao Corona Vírus, 1389 pessoas foram assasinadas no mesmo período. 


A pandemia da violência e do crime ou da falta de saúde e educação para grande parte de nossa população brasileira, revela uma tragédia maior que nunca sensibilizou as Oligarquias há décadas no poder, gangues partidárias que negociam cargos e orçamentos públicos, e elites que enricam pelo Estado. A pandemia da corrupção que gera milhares de mortes muito mais que o Corona vírus, é também a pandemia da incompetência aonde parentes de políticos herdam cargos e se elegem usando a máquina pública como Governadores, Prefeitos, Deputados e vereadores inviabilizando a Democracia com a Ditadura da Corrupção. Nessas horas mais difíceis que mais precisamos, como a Pandemia, são eles que vão tomar as decisões em nosso nome mas que não vão sofrer se gastarem o dinheiro de forma errada por incompetência. Se suas vidas e seus familiares estão protegidas por vários privilégios com dinheiro publico! No Brasil infelizmente não vai acontecer nada, apenas uma coisa,  temos que lutarmos contra esses absurdos, deixar claro que são assassinos que matam pela corrupção e incompetência. Estas infelizmente são más notícias históricas independente da pandemia da vez.