SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Quando a política e a economia viram um campo corrupto onde cada um é dono da bola e faz seus acordos para vencer sem regras.

 


Enquanto a política e a economia se transformam num campo corrupto - onde cada jogador impõe suas próprias regras e faz acordos nos bastidores -, o Fluminense nos mostra outro caminho. 

Viva o Fluminense e seus talentos! Com uma folha salarial menor, mas com amor pelo futebol que não está à venda - nem mesmo para as casas de apostas. Viva a ascensão social de garotos pobres através do esporte - um fenômeno que deveria se repetir na democracia, como aconteceu com Obama, Angela Merkel e outros. 

Isso deveria ocorrer nas empresas, universidades e em todos os setores, onde acordos escusos dominam e não deixam espaço para novas gerações mostrarem seu talento, energia e resultados. Se somássemos essa vitalidade à experiência daqueles com mais de 50 anos - tantas vezes injustiçados e negados em seus direitos - poderíamos construir uma economia diferente e uma sociedade unida em seus desafios, mas não dividida por brutalidades, violências e desigualdades. 

O jogo político brasileiro: onde o certo virou errado 
Nas regras não escritas do jogo político brasileiro, fazer o certo é considerado errado. Uma população pobre, cercada pelo crime e sem chances de ascender socialmente - muitas vezes sem acesso mínimo a políticas públicas de qualidade - acaba vendendo seu voto e elegendo corruptos. Essa tem sido a fórmula histórica da injustiça social. 

A corrupção tem peso igual ou maior do que a sonegação dos ricos. São dois lados da mesma moeda, ambos inaceitáveis diante da pobreza, das vidas perdidas e de gerações inteiras de trabalhadores e jovens dizimadas ao longo de décadas. 

Não se trata apenas de ricos explorando pobres 
O problema vai além: grande parte do centrão e suas famílias, protegidas por privilégios, se elege através da corrupção - negociando incentivos fiscais para empresas e garantindo impunidade para si mesmos. Essa é a equação que explica por que muitos estados não se industrializam e permanecem dependentes de políticos. É assim que o mercado, a cidadania e a democracia morrem - sufocados por diversas formas de ditadura: do Congresso, dos corruptos e das elites. 

O Brasil prefere jovens no crime do que no mercado de trabalho 
Nesse sistema perverso, é mais conveniente que jovens morram no crime organizado do que tenham acesso a trabalho, educação e cidadania - que gerariam renda e movimentariam a economia. Enquanto isso, políticos, empresários e tecnocratas ficam trocando favores entre si. 

Esse círculo vicioso destrói a produtividade, impede inovações e trava o crescimento do mercado interno. Acima de tudo, rouba de milhões de brasileiros o direito mais básico: uma vida com dignidade e qualidade. 

O futebol mostra que outro jogo é possível 
Enquanto na política as regras são distorcidas, o Fluminense prova que, com talento e paixão, mesmo os menores podem vencer. Se apenas nossa democracia aprendesse a jogar limpo como o esporte... 

Futebol vs. Política e Economia: Quando o Jogo é Corrupto, Quem Realmente Ganha? 

O futebol, assim como a política e a economia, é um jogo de regras. Mas enquanto no futebol há árbitros (nem sempre justos, mas existem), na política e na economia brasileira, as regras são distorcidas por quem controla a bola. O Fluminense, com sua folha salarial menor e seus talentos revelados, mostra que é possível vencer sem comprar resultados – algo que deveria ser lei na democracia, nas empresas e nas universidades. 

1. Ascensão Social: Futebol vs. Democracia 

No futebol, um garoto pobre como Vinícius Júnior, Antony ou Richarlison pode se tornar um astro mundial. Já na política e na economia, a mobilidade social é sabotada por acordos de bastidores, onde famílias poderosas e o "centrão" perpetuam seus privilégios. Enquanto Obama e Angela Merkel provam que a democracia poderia ser um campo de oportunidades, no Brasil, o jogo está viciado: quem nasce pobre dificilmente chega ao poder sem se render à corrupção ou ao crime. 

2. Corrupção Sistêmica: O Jogo que Ninguém Pode Vencer 

No futebol, quando um time tenta comprar o juiz, há punição (pelo menos na teoria). Na política, fazer o "certo" (ser honesto) é visto como burrice, enquanto o "errado" (roubar e negociar votos) é a regra. A população pobre, sem acesso a educação e emprego digno, acaba vendendo seu voto – não por falta de caráter, mas porque o sistema não lhe dá outra opção. 

Enquanto isso, empresários e políticos negociam incentivos fiscais, impunidade e orçamentos secretos, mantendo estados inteiros reféns da miséria. Não é só "rico vs. pobre", é uma máquina que prefere ver jovens morrendo no crime a permitir que eles virem consumidores, empreendedores ou líderes. 

3. O Mercado da Desigualdade: Onde o Jogo Nunca Acaba 

No futebol, um time pequeno pode derrotar um gigante. Na economia brasileira, o jogo é manipulado para que os mesmos sempre ganhem. Universidades e empresas deveriam ser campos de meritocracia, mas viram palcos de nepotismo e lobby. Enquanto isso, gerações de trabalhadores são enterradas na pobreza, e jovens talentos são desperdiçados – ou pela bala, ou pela falta de oportunidades. 

4. Uma Nova Partida é Possível? 

O Fluminense prova que amor ao jogo e talento podem vencer o dinheiro. Mas na política e na economia, só mudaremos as regras quando: 

A corrupção for tratada como crime, não como estratégia. 

O voto pobre deixar de ser moeda de troca e virar consciência de classe. 

Empresas e governos forem obrigados a abrir espaço para novos talentos, não só para velhos oligarcas. 

Enquanto o Congresso for um campo de negociatas, e não de representação real, o Brasil continuará perdendo. Mas assim como um time underdog pode surpreender, a sociedade pode mudar o jogo – desde que pare de acreditar que a derrota é inevitável. 

Viva o futebol que inspira. Que a política um dia aprenda a jogar limpo. 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Como os Dados Aconteceram: da era da Razão à era dos Algoritmos





Uma ampla história de dados e seu impacto técnico, político e ético em nosso mundo. Desde o reconhecimento facial ― capaz de registrar pessoas ou identificar indivíduos sem documentos ― até sistemas de decisão automatizados que decidem sobre empréstimos e fianças, vivemos em um mundo guiado por algoritmos de dados. Essas tecnologias são parte de uma história de séculos, que vai do censo na Constituição dos EUA à eugenia na Grã-Bretanha vitoriana e ao avanço das pesquisas do Google.

Expandindo seu curso popular na Universidade Columbia, Chris Wiggins e Matthew L. Jones iluminam como os dados têm sido usados como uma arma para defender o que é verdadeiro, como um meio de reorganizar ou defender o poder. Eles exploram como os dados foram criados e selecionados, e como novas técnicas matemáticas e computacionais desenvolvidas para lidar com esses dados servem para moldar pessoas, ideias, sociedade, operações militares e economias. Como foram desenvolvidas as novas capacidades técnicas e científicas; quem apoiou, avançou ou financiou essas capacidades ou transições; e como eles mudaram quem poderia fazer o quê, de quê e para quem?

Wiggins e Jones concentram-se nessas questões à medida que traçam o arco histórico dos dados e olham para o futuro. Ao compreender a trajetória dos dados ― onde estiveram e para onde ainda irão ― eles afirmam que podemos compreender como aplicá-los para fins que escolhemos coletivamente, com intencionalidade e propósito.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Só peço a Deus





Só Peço a Deus

Solo Le Pido a Dios

Só peço a DeusSolo le pido a Dios
que a dor não me seja indiferenteQue el dolor no me sea indiferente
que a seca morte não me encontreQue la reseca muerte no me encuentre
vazia e só sem ter feito o suficienteVacío y solo sin haber hecho lo suficiente

Só peço a DeusSolo le pido a Dios
que o injusto não me seja indiferenteQue lo injusto no me sea indiferente
que não me esbofeteem a outra bochechaQue no me abofeteen la otra mejilla
Depois que uma garra me arranhou essa sorteDespués que una garra me arañó esta suerte

Só peço a DeusSolo le pido a Dios
que a guerra não me seja indiferenteQue la guerra no me sea indiferente
É um monstro grande e esmagaEs un monstruo grande y pisa fuerte
Toda pobre inocência da genteToda la pobre inocencia de la gente
É um monstro grande e esmagaEs un monstruo grande y pisa fuerte
Toda pobre inocência da genteToda la pobre inocencia de la gente

Só peço a DeusSolo le pido a Dios
que o engano não me seja indiferenteQue el engaño no me sea indiferente
Se um traidor pode mais que uns quantos,Si un traidor puede más que unos cuantos
que esses não esqueçam facilmenteQue esos cuantos no lo olviden fácilmente

Só peço a DeusSolo le pido a Dios
que o futuro não me seja indiferente,Que el futuro no me sea indiferente
Desiludido está o que tem que marcharDesahuciado está el que tiene que marchar
para viver uma cultura diferenteA vivir una cultura diferente

Só peço a DeusSolo le pido a Dios
que a guerra não me seja indiferenteQue la guerra no me sea indiferente
É um monstro grande e esmagaEs un monstruo grande y pisa fuerte
Toda pobre inocência da genteToda la pobre inocencia de la gente
É um monstro grande e esmagaEs un monstruo grande y pisa fuerte
Toda pobre inocência da genteToda la pobre inocencia de la gente