Spiegelhalter estabelece desde o início uma distinção fundamental: a incerteza não é uma propriedade intrínseca do mundo, mas sim uma característica do nosso relacionamento com ele. Como ele próprio define, incerteza é a "consciência consciente da ignorância". Isso significa que duas pessoas, com conhecimentos e perspectivas diferentes, podem ter graus de incerteza completamente distintos sobre o mesmo evento. Um meteorologista olhando para um céu nublado e um agricultor observando o mesmo céu possuem níveis de informação desiguais e, portanto, níveis de certeza sobre a possibilidade de chuva também desiguais.
Para organizar essa ideia, o autor recorre a uma classificação clássica, dividindo a incerteza em dois tipos principais:
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