A maré virou. O fluxo de captação para os cursos de graduação caiu 20% em janeiro de 2026, na comparação com janeiro de 2025. Os dados foram apurados pelo sistema IndCap, da Hoper Educação, que faz o monitormento do mercado em tempo real, mês a mês.
Veja na imagem que o Ensino Presencial recuou 3%. A EAD Online, que perdeu os cursos que migraram para o Formato Semipresencial, caiu 46%. O único fator positivo ficou com os cursos do Formato Semipresencial, que aceleraram 18%.
Mas, como este crescimento se dá sobre uma base menor, não é suficiente para compensar a queda radical que aconteceu no bloco de cursos da antiga EAD.
No balanço do peso proporcional de ingressantes no mês, a divisão ficou com 29% de matrículas novas para o Ensino Presencial, 35% no Semipresencial, e 36% no Formato EAD Online.
Entre as hipóteses para a baixa migração para o Semipresencial estão as novas regras do MEC e do CNE. O Decreto 12.456 colocou presencialidade obrigatória em todos os cursos da antiga EAD.
Quebrou a Flexibilidade característica da modalidade em todo o mundo. Aumentou custos e espantou o aluno. O MEC foi avisado que iria derrubar as matrículas, como tudo indica que está acontecendo.
A outra hipótese da queda está nas mudanças que o CNE fez nas DCNs do curso de Pedagogia e das Licenciaturas. E foi avisado que ia dar ruim. O próprio CNE já sabe que errou na mão, e está revisando a resolução 4/2024.
As exigências da presencialidade de 50% definidas pela Resolução 04/2024 não fazem conexão com o perfil dos alunos da Licenciaturas, e que estão adiando o ingresso na expectativa de mudança.
Só quem deve estar comemorando a queda de matrículas em Pedagogia e nas Licenciaturas são a Priscila Cruz, do Todos Pela Educação, e o ministro Camilo Santana. Ambos, patrocinadores do movimento "Menos Educação", que agora se confirma em números declinantes.
Ative para ver a imagem maior.
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