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sexta-feira, 19 de junho de 2026
A China canalizou US$ 200 bilhões para a América Latina desde 2005, mas impressionantes 70% desse valor estão concentrados em apenas dois setores ↓
A China canalizou US$ 200 bilhões para a América Latina desde 2005, mas impressionantes 70% desse valor estão concentrados em apenas dois setores ↓
Vamos analisar um pouco desse investimento chinês.
Para começar, vale a pena analisar quem ou o que exatamente está investindo. Empresas estatais dominam o IED chinês na América Latina, representando quase três quartos do total.
Essas empresas estatais incluem players como State Grid, Sinopec e China National Petroleum Corporation (CNPC), todas entre as maiores empresas do mundo em receita.
A partir das décadas de 1990 e 2000, esses enormes conglomerados foram encarregados de "ir para o exterior" e investir estrategicamente no exterior, em parte para manter seu crescimento diante do rápido desenvolvimento interno e em parte para ajudar a garantir os recursos-chave que a China precisava para continuar sustentando seu crescimento. Consequentemente, os investimentos incluíram campos petrolíferos offshore, minas de lítio e até empresas agrícolas e de soja.
Isso não quer dizer que todo o IED chinês na região tenha vindo desses gigantes estatais. Empresas privadas como Didi e Tencent também têm atuado em mercados regionais como Brasil e México, realizando aquisições e investimentos estratégicos no valor de milhões de dólares para fortalecer suas posições locais.
Mas, acima de tudo, o IED chinês na América Latina é orientado para energia e mineração, que juntas representam mais de 70% de todo o capital investido na região. A mineração, em particular, é uma prioridade regional fundamental para as empresas chinesas, que aproveitaram fusões e aquisições para consolidar o acesso a minerais como ouro, lítio e ferro, especialmente em países andinos como Bolívia, Colômbia e Peru.
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