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sexta-feira, 19 de junho de 2026
INTERESSANTE: O trem de alta velocidade se estabeleceu como a espinha dorsal da mobilidade sustentável
INTERESSANTE: O trem de alta velocidade se estabeleceu como a espinha dorsal da mobilidade sustentável moderna, redefinindo as conexões interurbanas ao encurtar distâncias com máxima eficiência energética e redução do impacto ambiental. A análise dos dados globais da UIC (International Union Railways) demonstra uma assimetria colossal no desenvolvimento dessa infraestrutura, com a China liderando de forma esmagadora e isolada em escala global, concentrando-se em sua rede de 40.493 km em um dos maiores projetos de infraestrutura da história moderna graças a investimentos estatais sem precedentes. No continente europeu, que está em segundo em termos de maturidade e capilaridade da rede, o grande destaque é para a Espanha (3.993 km) como líder regional indiscutível com uma rede nova e isolada, seguida de perto pela França (2.735 km) e Alemanha (1.631 km), cujos eixos asseguram as principais conexões transfronteiriças da Europa Central. Quanto a Portugal, a discussão sobre trem de alta velocidade se arrasta há mais de 35 anos sem que nenhuma construção ou trilhos sejam instalados. Estamos desconfiados e cansados após décadas de promessas políticas vazias, projetos sucessivamente cancelados e milhões de euros de dinheiro público desperdiçados em estudos que não resultaram em nada.Na Ásia (excluindo a China), o Japão (3.146 km) lidera com sua lendária rede dedicada Shinkansen, seguido pela Coreia do Sul (873 km), completando as redes ferroviárias mais rápidas e densas do continente. Em outras regiões do mundo, a infraestrutura permanece altamente concentrada ou em estágios iniciais. Na região eurasiática e no Oriente Médio, a Turquia (1.232 km) se destaca por sua forte expansão estrutural de suas linhas YHT e a Arábia Saudita (449 km) por sua rota desértica de alta velocidade. Na América do Norte, os Estados Unidos (735 km) dependem exclusivamente de seu Corredor Nordeste. Finalmente, um último destaque é o continente africano, onde o Marrocos (186 km) permanece como o único representante operacional da linha Al Boraq. Dada a emergência climática e a necessidade de coesão territorial, o futuro do trem de alta velocidade é projetado para a descarbonização massiva do transporte e a expansão dessas redes transfronteiriças, gerando a expectativa de uma conectividade global sem precedentes, onde o trem assumirá um papel central na transição ecológica planetária...
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