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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Os Eleitores se enganam enquanto BOLSONAROS roubam, mentem e matam a consciência e a vida dos pobres! Por Egidio Guerra



A Política de Morte na Pandemia

A gestão da crise sanitária da COVID-19 é um dos capítulos mais sombrios do período. Enquanto o mundo buscava isolamento e vacinas, o governo federal adotou uma "estratégia macabra", nas palavras do relatório da CPI da Pandemia. O documento, de 1.180 páginas, imputou mais de 20 crimes a agentes do governo, incluindo crimes contra a humanidade, e concluiu que as ações e omissões do governo contribuíram decisivamente para o desastre que tirou mais de 600 mil vidas.

A estratégia de buscar a "imunidade de rebanho" por contaminação natural e a promoção de um "tratamento precoce" ineficaz resultaram, até março de 2021, em pelo menos 120 mil mortes que poderiam ter sido evitadas. O ápice desse descaso foi o colapso do sistema de saúde em Manaus em janeiro de 2021, com a falta de oxigênio em hospitais, um "desastre provocado por Bolsonaro", que deixou dezenas de mortos. O médico sanitarista Gonzalo Vecina afirmou que o governo "sujou terrivelmente suas mãos de sangue". O livro "Diário da catástrofe brasileira: Ano II", de Ricardo Lísias, evidencia como o país se tornou sinônimo de morte, descrevendo a "cuidadosa negligência" do governo federal como parte de um "projeto de genocídio e negacionismo".

O Desmonte de Políticas Públicas e o Ataque aos Pobres

O desprezo pela vida se manifestou também no ataque às políticas sociais. O governo promoveu um "desmonte do estado nacional" e o enfraquecimento de "políticas públicas inclusivas". Análises preliminares já indicavam "enormes retrocessos, desmontes e descompromissos com programas sociais", resultando em aumento da pobreza e das desigualdades. O livro "Brasil Sem Máscara – o governo Bolsonaro e a destruição do país", de Milton Alves, trata do retorno da fome e da destruição de políticas públicas dirigidas ao desenvolvimento e à justiça social.

Os dados do período são devastadores:

  • Fome: O país viu o retorno da fome, com 33 milhões de pessoas passando fome e 127 milhões (60% da população) sem certeza de que teriam o que comer.

  • Inflação: A inflação de alimentos disparou, com alta de 14,72% em 12 meses, tornando a cesta básica inacessível para muitos.

  • Salário-Mínimo: O governo deu reajustes abaixo da inflação, tornando-se o primeiro presidente em 30 anos a não conceder aumento real.

  • Endividamento: O endividamento das famílias bateu recorde, com 78% dos brasileiros endividados. 

Corrupção e o "Negócio do Jair" 

Longe de ser um governo que combatia a corrupção, o período de Bolsonaro foi marcado por esquemas de desvio de dinheiro público. A jornalista Juliana Dal Piva, no livro "O Negócio do Jair", documenta como a família Bolsonaro atuava como uma organização criminosa para gerir um "esquema de corrupção e desvio de dinheiro público". A estrutura contava com o presidente no topo e seus filhos em funções específicas, como o senador Flávio Bolsonaro para articulação política e o vereador Carlos Bolsonaro para a estratégia de comunicação, que incluía a disseminação de desinformação. 

A Tentativa de Golpe e o Ataque à Democracia 

Ameaças golpistas foram uma constante. O governo atacou as instituições, as liberdades democráticas e a pluralidade política. O próprio Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma "trama golpista". Livros como "Governo Bolsonaro: Retrocesso Democrático e Degradação Política" reúnem análises de diversos cientistas sobre esse processo de degradação.

Conclusão 

Trata-se de documentar que um governo eleito democraticamente operou com uma lógica que colocou a vida dos mais pobres em último plano, seja pela negligência na pandemia, pelo desmonte de políticas de proteção social, pela corrupção ou pelo ataque à ordem democrática. As evidências, fartamente documentadas por livros, relatórios da CPI e investigações jornalísticas, apontam para uma governança que teve a morte como política pública e que infligiu um sofrimento imenso, especialmente sobre aqueles que já eram mais vulneráveis. 

 

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