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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Minnesota em Chamas: Eco mundial do Povo Contra o Trump Fascista!




Minnesota não é mais apenas o estado dos lagos. Tornou-se a trincheira frontal da resistência popular norte-americana contra o desgoverno autoritário de Trump e a máquina de terror de seu braço armado, o ICE. O que começou com protestos contra as rusgas desumanas, as deportações em massa e a retórica nativista degenerou em um conflito civil latente, uma guerra de baixa intensidade travada nas ruas de Minneapolis, nos subúrbios de St. Paul e nas comunidades rurais onde o medo e a fúria se entrelaçam.




Os fatos jornalísticos são incontestáveis e sangrentos. O The Guardian e a Reuters documentaram inúmeras incursões do ICE, com agentes agindo como tropas de ocupação, arrancando pais de famílias diante de seus filhos, invadindo locais de trabalho e tribunais. A CNN registrou os protestos massivos, inicialmente pacíficos, que foram recebidos com uma escalada de violência estatal: gás lacrimogêneo, balas de borracha e detenções arbitrárias. A resposta popular foi inevitável. Barricadas foram erguidas. A defesa comunitária organizou-se. Minnesota acordou para a realidade de que o Estado, longe de ser um protetor, havia se transformado no predador.



Artistas e políticos ergueram suas vozes em um coro de denúncia e revolta. A cineasta e ativista local, Michele St. Clair, declarou: "Eles vestem uniformes, mas suas táticas são as dos camisas negras: intimidação, violência de grupo, terror contra minorias e dissidentes. Estamos vendo a ascensão do fascismo americano, com uma bandeira e um tweet." O deput estadual Mohamed Noor, refugiado de guerra ele disse: "Eu fugi de uma milícia para encontrar outra aqui. O ICE é a SS de Trump, e nós não vamos nos curvar."



A comparação não é alarmismo; é diagnóstico histórico. Como os camisas negras de Mussolini, que usavam a violência de rua para semear o caos e pavimentar o caminho para a tomada de poder, as táticas do ICE e a retórica de Trump buscam desestabilizar a democracia, normalizar a exceção e criminalizar o diferente. É o mesmo veneno do nazismo: a desumanização do "outro", a construção de um inimigo interno para consolidar o poder. O que estamos testemunhando é a fascistização do Estado, onde as agências de segurança são instrumentalizadas para uma guerra ideológica contra o próprio povo.



Mas eles, os déspotas de plantão, cometem o erro crasso de todos os tiranos antes deles: subestimar o poder do povo quando a faísca da injustiça toca o pavio da dignidade. Brincar com esse fogo forjou os revolucionários mais formidáveis da história.

Essa mesma faísca queimou nas Casbahs da Argélia, onde um povo colonizado enfrentou um império com nada além de sua vontade férrea e rede de resistência, derrotando a França. É a faísca que hoje ilumina o Irã, nas ruas de Teerã e de todo o país, onde uma geração, especialmente as mulheres, desafia uma teocracia feroz gritando "Mulher, Vida, Liberdade". É o fogo que consumiu os exércitos estadunidenses nas selvas do Vietnã, onde a determinação de um povo unido pela libertação nacional provou ser mais poderosa que todo o napalm. Foi a brasa sob a cinza que derreteu o arame farpado no Leste Europeu, culminando na 
Queda do Muro de Berlim, quando o povo, em um ato incontrolável, esfacelou um símbolo de opressão com suas próprias mãos.




O revolucionário agora não é um líder em um comitê central. O revolucionário agora é o povo. É incontrolável, descentralizado, multifacetado. É a dona de casa que esconde um vizinho, o estudante que hackeia um sistema, o veterano que enfrenta a polícia, o pastor que abre sua igreja. É essa a força que os arquitetos do novo fascismo não conseguem compreender, assim como Luís XVI não compreendeu a fúria dos sans-culottes na Revolução Francesa. Como os proprietários de escravizados subestimaram a abolição moral e a fúria dos unionistas na Guerra Civil Americana. Como os czares e depois os senhores da guerra ignoraram a fome de terra e justiça dos camponeses na Revolução Russa e na Revolução Chinesa.



Minnesota é a faísca. A guerra civil não é um conflito entre estados, mas entre dois projetos de nação: um de exclusão, medo e controle, vestido com a bandeira da lei e da ordem; e outro, nascido das ruas, de solidariedade radical, de democracia direta e de recusa intransigente à barbárie.

E a história tem um veredito claro para aqueles que tentam apagar a faísca com gasolina. O povo, uma vez despertado e colocado em movimento, torna-se um fogo incontrolável. E desse fogo, como das cinzas de tantas batalhas passadas, não nascem apenas resistência, mas um mundo novo. A guerra civil em Minnesota não é o fim da América. É, talvez, o doloroso e sangrento parto de uma nova. O povo não pede licença. O pós chega, e ele está nas ruas. A revolução não será televisada. Está sendo lutada, bloco a bloco, em Minnesota. E seu eco já é mundial.




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