SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Um sorriso pode construir um Império de amor!



Eu acordo Com os olhos nas águas E minhas palavras estão submersas...Todas essas imagens. Que me fizeram mal. Quero esquecê-las. Me haviam prometido A idade de ouro, a idade de ouro. Para sempre. Me haviam jurado Que partilharíamos Todos os tesouros do mundo.

Mas isso foi só uma ilusão.

Sonhei com um mundo
Onde todas as crianças
Cantam em coro
Dançam em roda
Por um mundo melhor.

O Atlas do Princípio

Entre as ruínas dos espelhos,
Onde o futuro era um fruto dourado na palma,
Resgato a moeda de luz que afundei no poço
— Ainda úmida de promessas.

Amor, não era um mapa, era a bússola:
O ponteiro girava sob a pele,
Apontando para o norte do riso,
Para o sul do pão compartilhado.
Inocência: o primeiro alfabeto,
Onde "confiar" não era verbo, era respiração.

Os tesouros não estavam em baús,
Mas no intervalo entre duas gargalhadas,
No silêncio que dançava antes da primeira palavra,
No jardim que plantávamos com olhares
— Antes que o tempo inventasse a cerca.

Agora, busco na geografia do seu rosto
A latitude do que não soubemos nomear:
A cor da aurora antes do dia,
O sabor do "para sempre" que cabia na boca,
A música da roda, que não tinha fim,
Só tinha centro.

Porque a verdadeira idade de ouro
Não é um país perdido.
É a semente que teima em germinar
No lado intacto do peito.
É a linguagem das mãos que,
Mesmo feridas,
Lembram o gesto de entrelaçar
Antes de saberem sobre nó.

Amor, restaurador de mitologias,
Ensina-me de novo a ler as estrelas
Com os olhos da criança que fomos:
Ainda ali, sob a pátina do mundo,
Dançando em roda,
Cantando o hino do possível.






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