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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Nós estamos formando estudantes para usar tecnologia ou para compreendê-la criticamente?





A OECD - OCDE anunciou que o PISA 2029 incluirá um novo domínio: Media and Artificial Intelligence Literacy (MAIL). Não é sobre aprender a programar. É sobre saber pensar criticamente em um mundo mediado por algoritmos.


A nota técnica do Instituto Palavra Aberta mostra que a proposta integra letramento midiático e compreensão de IA em uma única matriz avaliativa.

A lógica é clara: não basta analisar mensagens; é preciso entender as infraestruturas que produzem, organizam e amplificam conteúdos.

O modelo avalia cinco dimensões: acessar, analisar, criar, participar — com a ética no centro. Ou seja, competência técnica sem responsabilidade não basta.

Há um ponto estratégico: as diretrizes brasileiras já caminham nessa direção. BNCC, complemento de Computação e a Resolução nº 2/2025 do CNE colocam educação digital e midiática como obrigatória a partir de 2026. Conceitualmente, estamos alinhados.

O desafio agora não é normativo. É pedagógico. Formação docente, equidade territorial e implementação real farão a diferença entre convergência no papel e aprendizagem concreta.

A pergunta que fica: estamos formando estudantes para usar tecnologia ou para compreendê-la criticamente?

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