SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

NOVAS LIDERANÇAS E DEMOCRACIA: Um Manifesto por São Paulo e o Brasil contra a Corrupção, as Ditaduras e as Oligarquias Mafiosas!



Preâmbulo: O Espectro que Ronda São Paulo 

Não é o comunismo que ronda o Brasil, como querem os falsos profetas do caos. O espectro que ronda São Paulo e o mundo é o da autocracia travestida de ordem, é o da cleptocracia travestida de gestão. É o perigo denunciado por Domenico Losurdo em Democracia ou Bonapartismo: a transformação do líder eleito em príncipe que se coloca acima das instituições, utilizando a democracia como trampolim para o cesarismo. 

Diante disso, apresento minha pré-candidatura ao Governo do Estado de São Paulo. Não venho como um salvador, mas como um soldado da democracia. Venho para enfrentar, de frente, o triunvirato da tirania moderna: a corrupção sistêmica, a tentação ditatorial e o poder das oligarquias mafiosas que sequestram o Estado. 

I. Contra o Bonapartismo e a Nova Roupagem da Ditadura 

A história nos ensina que a democracia não morre apenas com tanques nas ruas. Ela morre, como alertou Victor Hugo em *93*, quando a virtude é sacrificada no altar do terror ou quando a lei é silenciada pelo canhão. Morre, como na ficção profética de Augusto Roa Bastos em Eu, o Supremo, quando uma única voz pretende ser a síntese de toda a nação, sufocando a pluralidade. 

Em São Paulo, precisamos de um governo que seja o antídoto ao bonapartismo. Precisamos de um líder que não confunda governabilidade com subserviência dos outros poderes. Minha candidatura se compromete a fortalecer o Ministério Público, a Defensoria Pública e os Tribunais de Contas como órgãos independentes, não como capitanias hereditárias do Palácio. Não compactuaremos com a ideia de que o Executivo pode, sozinho, definir o que é moral ou imoral, ignorando o contraditório e a Constituição. 

II. A Democracia como Antídoto às Oligarquias Mafiosas 

Tocqueville, em A Democracia na América, alertou para a "tirania da maioria", mas também nos legou a lição de que a vitalidade democrática está no associativismo e na capilaridade do poder. O oposto disso é a oligarquia. Em São Paulo, enfrentamos oligarquias que não são mais apenas as famílias tradicionais do café; são oligarquias mafiosas que se alimentam da máquina pública. 

São organizações criminosas que cooptam agentes públicos; são corporações que usam o Estado para proteger monopólios; são grupos políticos que tratam os cofres públicos como espólio de guerra. Contra elas, não basta o discurso moralista. É preciso a força da lei e a transparência radical. 

Nossa proposta é a digitalização completa e auditável de todas as licitações e contratos públicos. Inspirados na luta de Alexander Hamilton pela unidade e contra os interesses facciosos, propomos uma "Accountability Paulista": um cinturão institucional que proteja o orçamento do crime organizado e da corrupção endêmica. O Estado não pode ser refém de milícias, sejam elas armadas ou de colarinho branco. 

III. A Corrupção como Inimiga da República e da Periferia 

A corrupção não é um desvio de caráter apenas; é um desvio de recursos que deveriam ir para a periferia. Quando um contrato é superfaturado na construção de um metrô, quem paga a conta é o trabalhador que passa três horas no transporte. Quando a propina desvia recursos da merenda escolar, é a criança da rede pública que adoece. 

Minha candidatura se coloca ao lado de Hamilton, que sonhava com uma república capaz de promover o desenvolvimento com justiça. Não podemos ter um Estado forte apenas para arrecadar e beneficiar grupos privados; precisamos de um Estado forte para garantir direitos. Nosso programa de governo será escrito com os pés no chão das periferias, não nos gabinetes das oligarquias. 

Conclusão: A Virtude Republicana como Único Caminho 

Em *93*, Victor Hugo escreveu: "A República é a justiça que surge da Revolução". Hoje, a nossa revolução precisa ser a revolução da ética. Não a ética do espetáculo, mas a ética da gestão. 

Não me apresento como o "Supremo" de Roa Bastos, mas como um cidadão disposto a servir. Não aspiro ao "Bonapartismo" denunciado por Losurdo, mas à liderança que empodera a sociedade civil descrita por Tocqueville. 

São Paulo precisa de um governo que tenha vergonha na cara para dizer não às máfias, coragem para enfrentar as oligarquias e sabedoria para fortalecer a democracia. É por isso que minha pré-candidatura não é um projeto de poder, mas um projeto de resistência republicana. 

Que possamos, juntos, fazer de São Paulo o exemplo de que a política pode, sim, ser feita por gente limpa, para um povo justo. 

Vamos à luta. 

 

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